Ibovespa Recua Com Olho Em Dados Fiscais E Tensão Eua Venezuela; Igp M Desacelera E Petróleo Dispara

Ibovespa Recua com Olho em Dados Fiscais e Tensão EUA-Venezuela; IGP-M Desacelera e Petróleo Dispara

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Mercado Brasileiro em Banho-Maria: Foco em Dados Fiscais e Inflação

O Ibovespa opera em baixa nesta segunda-feira, 29, com investidores em compasso de espera por dados cruciais da economia brasileira. A principal atenção se volta para o resultado primário do governo central referente a novembro, cujas informações serão detalhadas em entrevista virtual com o Secretário do Tesouro, Rogério Ceron, prevista para as 14h30. A expectativa gira em torno da meta fiscal para 2025, que prevê um déficit primário zero, com uma possível variação de até 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB).

No front da inflação, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) apresentou uma desaceleração em dezembro, variando 0,01% após uma alta de 0,27% em novembro. Para o acumulado de 2025, o índice registrou uma queda de 1,05%, contrastando com a alta de 0,94% observada no mesmo período de 2024. Essa queda é atribuída à desaceleração da atividade econômica global, incertezas e à melhora das safras agrícolas, que aliviaram os preços de matérias-primas. O IGP-M, popularmente conhecido como “inflação dos aluguéis”, reflete um ambiente com menor pressão de custos para o consumidor, embora riscos relacionados à atividade persistam.

O último Boletim Focus de 2025, divulgado pelo Banco Central, trouxe ajustes marginais nas projeções de inflação (IPCA), com leve trajetória de queda para os próximos anos. As estimativas para 2025 recuaram de 4,33% para 4,32%, e para 2026, de 4,06% para 4,05%. As projeções para 2027 e 2028 permaneceram inalteradas em 3,80% e 3,50%, respectivamente. No entanto, o cenário de atividade, juros e câmbio desenhado pelo mercado apresentou pouca ou nenhuma alteração.

Tensões Geopolíticas Impulsionam Petróleo e Agitam Mercado Internacional

No cenário internacional, declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um suposto ataque a uma base terrestre na Venezuela, agitaram os mercados. Trump afirmou que seu exército realizou um ataque a uma instalação venezuelana na semana passada. Até o momento, o regime de Nicolás Maduro não confirmou a agressão, e autoridades militares americanas e a CIA se recusaram a comentar a informação, segundo o The New York Times. Se confirmada, a ação representaria uma escalada significativa nas tensões na região e um primeiro ataque terrestre contra o governo venezuelano.

Em resposta a essas notícias e à volatilidade geopolítica, o preço do petróleo Brent disparou, subindo 2,04% e cotado a 61,47 dólares por volta das 11h30. Em sintonia com a alta do petróleo, as ações da Petrobras apresentaram valorização de 0,62%, enquanto os papéis da PRIO subiram 1,4%, impulsionadas também pela aprovação de um pagamento de R$ 2,8 bilhões em dividendos intercalares.

Dólar em Alta e Mercado Defensivo Diante da Incerteza

A aversão ao risco no mercado brasileiro se reflete na valorização do dólar, que avançava 0,57% e era negociado a R$ 5,57. Com o Ibovespa registrando um recuo de 0,18% para 160.603,89 pontos, o mercado demonstra um comportamento defensivo, operando de lado diante da combinação de incertezas fiscais internas e das crescentes tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Venezuela.

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