O fim de ano é um momento propício para olhar para trás, celebrar conquistas e, principalmente, vislumbrar o futuro. Para artistas, essa reflexão ganha contornos ainda mais profundos, mesclando trajetórias pessoais, desafios profissionais e a sensibilidade que move suas criações. Em um especial de virada, Danni Suzuki, Jacqueline Sato, Isabela Souza e Gabriella Di Grecco compartilham suas visões e expectativas para 2026, revelando como transformam o encerramento de um ciclo em um ponto de partida para novos horizontes.
Danni Suzuki: A Sustentação Invisível e o Poder do Entendimento
Atriz, apresentadora, diretora e palestrante, Danni Suzuki atravessa um período marcante em sua carreira. Em 2025, protagonizou o filme “Segredos”, tornando-se a primeira atriz brasileira de ascendência asiática a liderar um longa-metragem, um marco histórico para a representatividade no cinema nacional. Paralelamente, continuou à frente do reality “New Faces” e integrou o elenco de séries como “(In)Vulneráveis” e “Capoeiras”.
Para Suzuki, um presente simbólico seria “flores e um pote de mel”, remetendo ao poder das abelhas e à ideia de que o impossível muitas vezes reside na ausência de entendimento. Ela batiza 2026 como “O Ano da Sustentação Invisível”, um período onde a força não será provada, mas sim a capacidade de se manter em movimento, buscando novos caminhos que poucos enxergam. Se 2026 fosse um filme, a primeira cena seria um dia comum, com sons ambientes, seguida pela voz: “O impossível não avisa quando começa. Ele só começa”. O local ideal para a virada? Sua cadeira, em casa, escrevendo o livro que tem prazo para 15 de janeiro – e que ainda está no primeiro capítulo.
Jacqueline Sato: Manifestação de Sonhos e Rituais Sagrados
Jacqueline Sato ganhou destaque em 2025 ao interpretar Yuki em “Volta Por Cima” (TV Globo) e lançou o pioneiro programa “Mulheres Asiáticas” (E! Entertainment/Prime Video). Com o nome confirmado no longa “Uma Praia em Nossas Vidas”, Sato busca, como presente simbólico, “mais calma diante da alta intensidade e volume de informações” do mundo atual.
Ela antecipa 2026 como “o ano da manifestação dos sonhos mais brilhantes”. Entre suas expectativas estão a possível indicação do curta “Amarela” ao Oscar, do qual é Produtora Executiva, e o financiamento e início da pré-produção do filme do Jaspion. “Que a vilã que ainda vou interpretar saia do plano das ideias e do papel, e ganhe carne e osso”, almeja.
Para a virada do ano, Sato deseja transformar o ritual em algo sagrado: passar o réveillon em um lugar totalmente novo a cada ano, promovendo a expansão e a introspecção para visualizar aprendizados e mentalizar desejos.
Isabela Souza: Foco e a Cena Inicial de um Novo Capítulo
Protagonista da série argentina “Bia” (Disney Channel/Disney+), Isabela Souza consolidou sua carreira internacionalmente e, nos últimos anos, tem ampliado seus registros. Em 2024 e 2025, viveu seu primeiro grande papel adulto na TV aberta como Pilar em “A Caverna Encantada” (SBT) e participou da série “Amor da Minha Vida” (Disney+/Star+).
Para 2026, a palavra-guia de Isabela é “Foco”. Ela pretende se concentrar “no que realmente importa”: seus sonhos, família e a proximidade com seus fãs. Se o ano fosse um filme, a cena inicial seria o amanhecer em São Paulo, entre os prédios, com ela se preparando para gravar, em uma alusão a “O Diabo Veste Prada”.
Gabriella Di Grecco: O Abraço da Evolução e o Início dos Jogos
Atriz, cantora, diretora e compositora, Gabriella Di Grecco construiu uma carreira plural, com destaque no teatro musical, TV e produções internacionais. Conhecida por trabalhos no universo Disney, ela teve um ano intenso no teatro musical em 2025, integrando os elencos de “Elvis: A Musical Revolution” e “Uma Babá Quase Perfeita”.
Seu presente simbólico é “um abraço bem apertado, bem acolhedor”. Di Grecco reflete sobre o crescimento pessoal em 2025, muitas vezes doloroso e conflituoso, mas que a tornou “muito mais forte, mais inteira, mais cheia de animus”. O abraço é entre a Gabi do início e a do fim do ano, agradecendo pela evolução conjunta.
O título provisório de 2026 é “Que Comecem os Jogos”, pois ela se sente pronta para dar “passos grandes na carreira e na vida pessoal”. Para a virada, o importante é a companhia: “seja com a melhor companhia (que inclusive pode ser a sua própria companhia)”, ressalta.
No cruzamento entre introspecção, ambição, representatividade e afeto, as visões dessas artistas convergem para uma ideia comum: o futuro é um ato contínuo de escolha. Seja na sustentação invisível, na manifestação de sonhos, no foco que organiza ou nos jogos que recomeçam, 2026 já começa a ser escrito, impulsionado pela força e pela visão de quem ousa projetar seus próximos capítulos.

