São Silvestre 2025: Muse Gizachew E Sisilia Panga Conquistam A Centésima Edição; Brasil Celebra Pódios Com Fábio Jesus E Nubia De Oliveira

São Silvestre 2025: Muse Gizachew e Sisilia Panga Conquistam a Centésima Edição; Brasil Celebra Pódios com Fábio Jesus e Nubia de Oliveira

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A centésima edição da Corrida Internacional de São Silvestre, realizada na manhã desta quarta-feira (31) de 2025, consagrou novos campeões e trouxe emoção até os últimos metros. O etíope Muse Gizachew e a tanzaniana Sisilia Ginoka Panga foram os grandes vencedores da prova, que contou com a participação de 55 mil corredores pelas ruas de São Paulo. O Brasil também teve motivos para comemorar, com Fábio Jesus e Nubia de Oliveira garantindo lugares no pódio.

Domínio Internacional e Lutas Acirradas

Na categoria masculina, Muse Gizachew, da Etiópia, protagonizou uma virada espetacular nos 100 metros finais. Ele superou o queniano Jonathan Kipkoech, que liderava boa parte do percurso, mas demonstrou cansaço no trecho decisivo. Gizachew cruzou a linha de chegada na Avenida Paulista com o tempo de 44min28s, apenas quatro segundos à frente de Kipkoech (44min32s). O brasileiro Fábio Jesus completou o pódio, conquistando a terceira posição com 45min06s.

Entre as mulheres, Sisilia Ginoka Panga, da Tanzânia, impôs um ritmo forte desde o início e dominou a prova de ponta a ponta. Sua vitória, com o tempo de 51min06s, quebra uma sequência de oito anos de triunfos quenianos na prova feminina. Após cruzar a linha de chegada, Panga precisou de atendimento médico, desmaiando devido ao esforço extremo. A queniana Cynthia Chemweno ficou em segundo lugar, com 52min30s.

Pódios Brasileiros e a Busca pela Vitória

O Brasil teve um desempenho notável nesta edição, com dois atletas no terceiro lugar. Além de Fábio Jesus no masculino, Nubia de Oliveira repetiu seu feito do ano anterior, garantindo a terceira posição feminina com 52min42s. A presença de atletas brasileiros no pódio reforça a tradição nacional na corrida, embora a vitória principal ainda seja aguardada.

A última vez que um brasileiro venceu a São Silvestre masculina foi em 2005, com Marílson Gomes dos Santos conquistando o bicampeonato. No feminino, Lucélia Peres foi a última campeã nacional em 2006. Desde então, as vitórias têm sido dominadas por atletas do continente africano.

Premiação Recorde e Clima Ameno

A centésima edição da São Silvestre distribuiu um valor recorde em prêmios, totalizando R$ 295.160,00. Os campeões, Muse Gizachew e Sisilia Ginoka Panga, faturaram R$ 62.600,00 cada. Os seis melhores colocados em ambas as categorias foram premiados. Apesar da época de verão e das recentes ondas de calor, a prova deste ano foi realizada sob um clima ameno, com temperatura de 23 graus, ideal para a prática de corrida.

A História e Tradição da São Silvestre

A Corrida Internacional de São Silvestre, um dos eventos esportivos mais tradicionais do Brasil, foi idealizada pelo jornalista Cásper Líbero. Inspirado por uma corrida noturna em Paris em 1924, ele decidiu criar uma competição similar para a virada do ano em São Paulo. A primeira edição, disputada à meia-noite de 31 de dezembro de 1924, teve Alfredo Gomes como vencedor. O percurso atual de 15 quilômetros passa por pontos turísticos icônicos da capital paulista, como o Estádio do Pacaembu e a Praça da República, com largada e chegada na famosa Avenida Paulista.

O nome da corrida é uma homenagem a Silvestre I, o 33º papa da Igreja Católica, que nasceu em Roma em 295 e morreu em 31 de dezembro de 335. Sua canonização e a data de sua morte inspiraram Cásper Líbero a batizar a prova, que anualmente encerra o calendário esportivo brasileiro.

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