Mercado Imobiliário Mostra Força em 2026
Investidores no mercado imobiliário foram recebidos no início de 2026 com notícias animadoras que reforçam o setor como uma opção de investimento promissora. Dois indicadores-chave confirmaram a tendência de alta: o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), medido pela FGV, registrou um aumento médio de 8,85% nos aluguéis residenciais no Brasil em 2025, superando a inflação. Complementando esse cenário, o Índice FipeZap apontou uma valorização média de 6,52% no valor de imóveis usados no mesmo período, com um ganho real de 2,24% acima da inflação.
Expectativas Superadas e Novos Impulsos
“Esses dois indicadores confirmaram uma virada de expectativas sobre o segmento imobiliário em relação ao que se projetava no início de 2025. Diante da alta na taxa básica de juros, a Selic, previa-se que a dificuldade de acesso ao crédito frearia avanços no setor. Mas o que vimos agora é um novo impulso”, comenta Igor Melro, diretor comercial da Porte Engenharia e Urbanismo. A alta nos aluguéis superou a variação do IGP-M, índice tradicionalmente usado no reajuste de contratos, que apresentou queda de 1,05% em 2025. Capitais como Rio de Janeiro (+12,11%), Belo Horizonte (+11,27%) e São Paulo (+9,48%) lideraram as valorizações mais expressivas nos aluguéis nos últimos 12 meses.
Valorização de Imóveis e Oportunidades de Investimento
O FipeZap destacou 2025 como o segundo ano de maior alta no valor de imóveis nos últimos 11 anos, atrás apenas de 2024. Em dezembro, o valor médio do metro quadrado construído no Brasil atingiu R$ 9,6 mil. Paralelamente, o Índice Geral do Mercado Imobiliário (IGMI-R), da Abecip, indicou um aumento médio de 17,14% no preço de imóveis residenciais até novembro de 2025. Para Igor Melro, a combinação desses indicadores é crucial para investidores, pois demonstra tanto a proteção do patrimônio quanto o potencial de ganho financeiro real através da renda recorrente de aluguéis.
Políticas Habitacionais e Perspectivas Futuras
Melro também ressalta que a demanda reprimida por compra de imóveis, impactada pela alta da Selic, tende a ser aliviada com políticas habitacionais do governo federal, como a faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida, e o novo modelo de crédito imobiliário com até 80% de financiamento para a classe média. Essas iniciativas podem reduzir o estoque de imóveis à venda, exercendo pressão adicional sobre o valor do metro quadrado. “Quem comprou o imóvel na planta há alguns anos já está colhendo resultados significativos. Quem comprou para investir em renda recorrente via aluguel também está alcançando rendimentos superiores a muitas opções do mercado financeiro”, conclui, apontando regiões com pouca oferta, como o Leste de São Paulo, como áreas com alto potencial de valorização para investidores.

