Flamengo se destaca com superávit bilionário e projeções ambiciosas
Em uma apresentação detalhada sobre o primeiro ano da atual gestão, o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista (Bap), traçou um panorama financeiro impressionante para o clube. Com quatro títulos conquistados e um faturamento superior a R$ 2 bilhões em 2025, o Rubro-Negro demonstra solidez econômica. Bap revelou que a receita recorrente do clube atinge R$ 1,4 bilhão, um valor que supera o orçamento de rivais como o Palmeiras, estimado em R$ 1,2 bilhão, mesmo em uma temporada sem conquistas.
Bap prevê Flamengo como única SAF não-adotante até 2029
Durante encontro com sócios na Gávea, Bap provocou os clubes brasileiros ao afirmar que, até 2029, o Flamengo será o único grande time do país a não adotar o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Ele criticou a gestão leniente de alguns dirigentes, que, segundo ele, usam a transformação em SAF como única forma de competir com o poderio financeiro do Flamengo. “Vejo muitos dirigentes tocando o clube de maneira leniente, para piorar o resultado e dizer: ‘Olha para o Flamengo, como vou competir com esses filhos da p…? Só se virar SAF.'”, declarou Bap.
Críticas ao modelo SAF e alerta contra “aventureiros”
O presidente do Flamengo citou o exemplo do Atlético-MG, onde, segundo ele, um mecenas endividou o clube e, posteriormente, o transformou em seu patrimônio através de ações. Bap alertou para a chegada de “aventureiros” e “falsos messias” no futebol brasileiro, questionando a preparação do Flamengo para competir com fundos soberanos de países como a Arábia Saudita, que dispõem de bilhões para investir. “O dinheiro hoje não tem origem, não tem pátria. A gente tem que tomar cuidado com aventureiros e falso messias”, ponderou.
Investimentos futuros e o “Monstro das Américas”
Com um caixa robusto e margens de lucro superiores a 30%, Bap expressou a intenção de liderar os investimentos em futuras janelas de transferências. A ambição é transformar o Flamengo em um “monstro das Américas” do ponto de vista econômico. “Temos um caixa absolutamente saudável, um resultado crescente. Se a gente não ganhar nada, a margem é acima de 30%. Se ganha de novo, vamos para uma margem 40%”, afirmou. O dirigente também prometeu que o Flamengo gastará mais que qualquer outro clube brasileiro nas próximas temporadas, corrigindo possíveis erros em contratações.

