O Brasil fará história nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 ao enviar sua maior delegação de todos os tempos. Com 14 atletas confirmados, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) anunciou nesta segunda-feira (19) a superação do recorde anterior, marcando um momento significativo para os esportes de neve e gelo no país. O objetivo é ambicioso: tornar-se a primeira nação sul-americana a conquistar uma medalha olímpica em esportes de inverno.
Delegação Recorde Aponta para Crescimento
Os 14 representantes brasileiros em Milão-Cortina, que ocorrerão de 6 a 22 de fevereiro, superam os 13 atletas que participaram em Sochi 2014 e os 10 de Pequim 2022, que já haviam sido a maior delegação sul-americana na ocasião. Essa expansão é vista como um catalisador para a modalidade no país. “Este é um marco importante para os esportes de inverno no Brasil”, afirmou Emilio Strapasson, chefe da delegação, em comunicado do COB. Ele acrescentou que a iniciativa “aumenta a visibilidade dos atletas e inspira novas gerações”.
Estrelas e Esperanças de Pódio
Entre os nomes que lideram a delegação e carregam grandes expectativas está Lucas Pinheiro Braathen, de 25 anos, especialista em esqui alpino. Nascido em Oslo, Noruega, Braathen já conquistou nove pódios no circuito do Mundial de Esqui Alpino e é considerado uma das maiores chances de medalha para o Brasil. Sua experiência e resultados recentes o colocam como um dos principais protagonistas da equipe brasileira.
Além de Braathen, outros atletas de destaque compõem a equipe. Nicole Silveira, no skeleton, já demonstrou seu potencial ao conquistar três títulos em etapas do Mundial da modalidade. Edson Bindilatti, veterano do bobsleigh, fará sua sexta participação olímpica, um feito notável que demonstra sua longevidade e dedicação ao esporte.
Em Busca da Inédita Medalha Olímpica
A meta de conquistar a primeira medalha olímpica de inverno para o Brasil e para a América do Sul é um dos pilares dessa participação histórica. A presença de atletas com resultados expressivos em competições internacionais, como Braathen e Silveira, reforça a crença de que este pode ser o ciclo em que o Brasil finalmente subirá ao pódio em uma modalidade de inverno. A delegação está focada em quebrar essa barreira e deixar um legado para as futuras gerações de atletas brasileiros.

