2025/12 — Brigitte Bardot, Ícone Do Cinema Francês E Musa De Búzios, Morre Aos 91 Anos

2025/12 — Brigitte Bardot, Ícone do Cinema Francês e Musa de Búzios, Morre Aos 91 Anos

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Fim de uma Era: Morre Brigitte Bardot

A icônica atriz francesa Brigitte Bardot, símbolo sexual e musa que conquistou o mundo, faleceu aos 91 anos. A notícia foi divulgada neste domingo (28) pela fundação que leva o nome da artista, sem especificar a causa ou o local de seu falecimento.

“A Fundação Brigitte Bardot anuncia, com imensa tristeza, a morte de sua fundadora e presidente, Madame Brigitte Bardot, atriz e cantora de renome mundial, que escolheu abandonar sua carreira prestigiosa para dedicar sua vida e sua energia à causa do bem-estar animal e à sua fundação”, comunicou a entidade.

De Dançarina a Sex Symbol: A Ascensão de um Ícone

Nascida Brigitte Anne-Marie Bardot em Paris, sua trajetória artística começou como dançarina. Em 1949, despontou como modelo e, no ano seguinte, foi descoberta pelo diretor Roger Vadim, que a viu na capa da revista Elle. A parceria profissional logo se tornou um romance, culminando em casamento em 1952.

O divisor de águas em sua carreira foi o filme “E Deus Criou a Mulher” (1956). Aos 22 anos, Bardot interpretou uma jovem sedutora em Saint-Tropez, papel que a alçou ao status de sex symbol internacional. O filme, de teor erótico, foi banido em alguns países e gerou controvérsia, com um famoso cartaz que a comparava à criação divina, mas atribuindo sua existência ao diabo.

Influência na Moda e no Comportamento

Além de Vadim, Bardot se tornou musa para renomados cineastas como Jean Luc-Godard e Louis Malle, além de grifes como Dior, Balmain e Pierre Cardin. Ela revolucionou a moda ao popularizar o biquíni em uma época dominada por pudicos maiôs. Seu penteado, o “sauerkraut” — com a parte traseira do cabelo presa e erguida, e franja solta —, tornou-se febre entre as mulheres, assim como as blusas que deixavam os ombros à mostra, que hoje levam seu nome.

Bardot decidiu se retirar “elegantemente” da indústria cinematográfica em 1973, aos 39 anos, após seu último filme. Em 1986, fundou a Brigitte Bardot Foundation, dedicada à proteção e bem-estar dos animais, atividade que a ocupou pelo resto de sua vida.

Búzios: O Refúgio Brasileiro que Virou Homenagem

Em janeiro de 1964, em busca de refúgio, Brigitte Bardot encontrou em Búzios, então um pacato distrito de Cabo Frio, o local ideal para escapar do assédio da fama. Hospedada na Praia de Manguinhos, ela passou mais de três meses na região, circulando livremente com seu então namorado, Bob Zagury. Embora tenha retornado para passar o Réveillon de 1965, a presença de fotógrafos já havia dissipado a tranquilidade.

Apesar de ter deixado o Brasil, a passagem de Bardot transformou Búzios. A cidade ganhou projeção nacional e internacional, tornando-se um polo turístico. Em 1999, foi inaugurada na orla uma estátua em sua homenagem, obra da escultora Christina Motta, que retrata a atriz de forma despojada. A orla ao redor da estátua também foi batizada com o nome de Brigitte Bardot.

Legado e Controvérsias

Embora associada à liberação feminina dos anos 60, Bardot também se envolveu em polêmicas. Foi multada por incitar o ódio racial e criticou o movimento #MeToo em 2018. Em anos posteriores, endossou campanhas de extrema-direita na França.

Bardot teve quatro casamentos. Após se divorciar de Roger Vadim em 1957, casou-se com o ator Jacques Charrier, com quem teve seu único filho, Nicolas. Posteriormente, uniu-se ao socialite alemão Fritz Gunter Sachs e, em 1992, casou-se com Bernard d’Ormale, com quem permaneceu até sua morte.

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