Transferência para a reserva
O tenente-coronel Mauro Cid, que foi condenado a dois anos de prisão em regime semiaberto no caso da trama golpista, recebeu autorização do general Tomáz Paiva, comandante do Exército, para ser transferido para a reserva da instituição. A defesa de Cid havia protocolado um pedido para essa transferência em agosto do ano passado, antes mesmo da condenação.
Novos rumos para Cid
Com a mudança, Mauro Cid deixa de ser militar da ativa e terá que deixar a Vila Militar, onde residem militares e seus dependentes. Ele ainda está decidindo seu novo local de moradia. Na prática, Cid não prestará mais serviço diário ao Exército, não exercerá funções, nem comandará tropas ou ocupará cargos administrativos. Ele se torna um civil, com a possibilidade de ser convocado em caso de guerra.
Remuneração e acordo de delação
A patente de tenente-coronel será mantida na reserva. O salário de Cid variou entre R$ 18.419,44 e R$ 32.540,76 entre junho e novembro. Como não completou 35 anos de serviço, a defesa solicitou o enquadramento na “quota compulsória”, garantindo uma remuneração proporcional ao tempo de carreira.
Condenação no STF
Mauro Cid foi condenado pela Primeira Turma do STF a dois anos de reclusão em regime aberto pelos cinco crimes imputados. A pena foi mais branda que a de outros réus no caso, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, devido ao acordo de delação premiada. O acordo previu a restituição de bens e valores e garantias de segurança pela Polícia Federal. A defesa de Cid buscou o perdão judicial, mas o STF, seguindo o voto do ministro relator Alexandre de Moraes, negou, argumentando que não cabem anistia ou perdão completo para crimes contra a democracia.

