ONU em Alerta Máximo
O Conselho de Segurança das Nações Unidas agendou para esta segunda-feira (5) uma reunião de emergência para debater a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela e a subsequente captura do presidente Nicolás Maduro. A convocação atende a um pedido formal da Colômbia, com o endosso da Rússia e da China, que buscam discutir o que consideram uma grave violação da soberania venezuelana.
Precedente Perigoso, Diz Secretário-Geral da ONU
António Guterres, Secretário-Geral da ONU, já manifestou sua profunda preocupação com os recentes acontecimentos, classificando a ação dos EUA como um “precedente perigoso”. Em comunicado oficial, o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, reiterou a importância do respeito irrestrito ao direito internacional e à Carta da ONU. “Ele está profundamente preocupado que as regras do direito internacional não estejam sendo respeitadas”, declarou Dujarric.
Venezuela Acusa EUA de “Guerra Colonial”
O embaixador venezuelano na ONU, Samuel Moncada, enviou uma carta ao Conselho de Segurança no sábado (3), denunciando a ação americana como uma “guerra colonial” com o objetivo de destituir o governo democraticamente eleito e impor um regime fantoche para explorar os vastos recursos naturais do país, especialmente suas reservas de petróleo. Moncada argumentou que a intervenção viola diretamente a Carta da ONU, que proíbe a ameaça ou o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado.
Contexto de Tensões Crescentes
Esta não é a primeira vez que o Conselho de Segurança da ONU aborda a crise venezuelana. O órgão já se reuniu em outubro e dezembro anteriores para discutir a escalada das tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela. As ações recentes dos EUA vêm em um contexto de maior presença militar na região e de sanções impostas a embarcações suspeitas de transportar drogas e petróleo venezuelano, intensificando o cerco diplomático e econômico contra o governo de Maduro.

