2025/12 — Críticas De Trump à Europa Abrem Brecha Diplomática Para A Rússia Em Negociações Sobre A Ucrânia

2025/12 — Críticas de Trump à Europa abrem brecha diplomática para a Rússia em negociações sobre a Ucrânia

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Divisões transatlânticas em foco

As recentes declarações de Donald Trump, criticando a Europa por ser “fraca” e “decadente” devido às suas políticas de imigração, e sugerindo que a Ucrânia deveria “começar a aceitar as coisas” em meio à guerra, criaram um cenário diplomático favorável à Rússia. Negociadores russos, que mantiveram conversas em Moscou sobre um possível acordo de paz para a Ucrânia, agora se beneficiam do aprofundamento das divisões entre Washington e seus aliados europeus.

Nova estratégia de segurança nacional e reação europeia

A divulgação de uma nova estratégia de segurança nacional dos EUA, que criticou duramente os governos europeus por supostamente obstaculizarem um acordo de paz com a Ucrânia, intensificou o debate. O documento acusou “autoridades europeias que mantêm expectativas irrealistas sobre a guerra” e sugeriu que a Europa não traduz seu desejo de paz em política devido à “subversão dos processos democráticos”. Em resposta, o chanceler alemão Friedrich Merz rebateu, afirmando que parte do documento era “inaceitável para nós da perspectiva europeia” e que as nações europeias não precisavam de ajuda dos EUA para “salvar a democracia”.

Kremlin capitaliza as críticas

A Rússia viu nas declarações de Trump e na nova estratégia americana uma oportunidade. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, saudou o documento, afirmando que ele era “consistente com nossa visão” e elogiando a menção à necessidade de diálogo. Kirill Dmitriev, CEO do Fundo Russo de Investimento Direto, celebrou as críticas de Trump aos países europeus, ecoando advertências sobre a “Europa tomar algumas direções ruins”. A Rússia, apesar de restringir o acesso a plataformas como Facebook e X em seu território, utiliza essas mesmas redes para disseminar suas narrativas, aproveitando a polêmica gerada pela multa aplicada ao X na União Europeia.

Guerra de informação e ameaças veladas

A política russa tem se concentrado em minar o apoio europeu à Ucrânia e semear dúvidas sobre a Otan. A nova estratégia americana e as declarações de Trump fornecem munição para essa guerra de informação. A repercussão na Europa lembra o choque causado pelo discurso do vice-presidente dos EUA, JD Vance, na Conferência de Segurança de Munique. Enquanto o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky busca fortalecer o apoio europeu em visitas a Londres e Bruxelas, o Kremlin intensifica suas mensagens. O cientista político Sergey Karaganov afirmou que a Rússia está “em guerra com a Europa”, e o próprio presidente Vladimir Putin advertiu que a Rússia está “pronta agora mesmo” para um conflito com a Europa, embora não planeje iniciá-lo. Essas demonstrações de força visam abalar as relações transatlânticas e influenciar a opinião pública.

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