2025/12 — Deputada Lucinha Vira Ré No Tj Rj Por Envolvimento Com Milícia De Zinho; Entenda O Caso

2025/12 — Deputada Lucinha vira ré no TJ-RJ por envolvimento com milícia de Zinho; entenda o caso

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O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou ré a deputada estadual Lucinha e sua ex-assessora parlamentar, Ariane Afonso Lima. Ambas são acusadas de suposto envolvimento com a milícia de Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho, que se entregou em dezembro de 2023 e foi considerado o miliciano mais procurado do estado.

O que diz a denúncia do MP

De acordo com a denúncia apresentada em junho do ano passado, Lucinha e Ariane fariam parte do núcleo político do grupo criminoso, conhecido como “Tropa do Z”, “Bonde do Zinho” ou “Família Braga”. Mensagens interceptadas pela Polícia Federal indicam que a deputada era chamada de “madrinha” pelos paramilitares, em razão das facilidades e auxílios prestados à organização. A milícia atua em bairros da Zona Oeste do Rio, como Campo Grande, Paciência, Cosmos, Inhoaíba, Guaratiba e Santa Cruz.

Esquema da milícia e o papel político

A investigação aponta que a milícia era estruturada em diferentes núcleos. Além do operacional, dividido em lideranças principais, locais e assessores (soldados ou informantes), havia um núcleo financeiro para lavagem de dinheiro e o núcleo político. É neste último que Lucinha e Ariane teriam atuado, com o objetivo de defender os interesses dos criminosos junto ao Poder Público. A denúncia detalha “múltiplos episódios” de interferência política das acusadas, em conjunto com autoridades policiais e políticas.

Interferência em agenda do prefeito e auxílio a presos

Entre os exemplos citados na denúncia, está o fornecimento de informações privilegiadas sobre a agenda de visitas do prefeito do Rio, Eduardo Paes, à Zona Oeste em julho de 2021. Essa ação teria permitido que os milicianos retirassem seus integrantes das ruas das áreas dominadas pela organização. Houve também uma tentativa de interferência junto ao prefeito e outras autoridades municipais para manter a chamada “Brecha da P5” no transporte público alternativo municipal. Essa brecha seria a principal fonte de recursos diretos da milícia, permitindo a exploração do serviço de vans fora dos itinerários determinados, o que aumentava a arrecadação.

Penalidades e próximos passos

A denúncia também menciona que, em novembro de 2021, a deputada teria prestado auxílio a membros do “Bonde do Zinho” que foram presos em flagrante, buscando a liberação deles. Lucinha e sua ex-assessora responderão pelo crime de constituição de milícia privada. A pena para este crime varia de 5 a 10 anos de reclusão, além de multa e a possível perda do cargo público. A reportagem buscou a assessoria da deputada, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

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