2025/12 — Diretor Da Pf Garante Que Investigação Do Caso Master No Stf Não Sofre Prejuízos E Detalha Apurações Sobre Emendas Parlamentares

2025/12 — Diretor da PF garante que investigação do caso Master no STF não sofre prejuízos e detalha apurações sobre emendas parlamentares

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Investigação do Caso Master segue sem prejuízos no STF

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, assegurou nesta segunda-feira (data) que o encaminhamento da investigação do caso Master para o Supremo Tribunal Federal (STF) não comprometeu o andamento das apurações sobre supostas irregularidades envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário da instituição financeira. A transferência ocorreu após a apreensão de um documento que citava um deputado federal, indicando a necessidade de foro privilegiado.

“Não houve nenhum prejuízo na investigação, porque foi um lado temporal curtíssimo e agora já devidamente autorizado pelo foro competente. As investigações prosseguem, análise de material apreendido e tudo aquilo que nós temos que fazer”, declarou Rodrigues a jornalistas. Ele explicou que a PF adota uma postura cautelosa para evitar nulidades processuais, suspendendo investigações ao menor indício de envolvimento de autoridades com foro privilegiado e enviando os casos ao órgão competente.

Na semana anterior, o ministro Dias Toffoli, do STF, determinou sigilo máximo ao inquérito e assumiu a autoridade para autorizar qualquer nova medida, como buscas e apreensões ou quebras de sigilo. A decisão atende a um pedido da defesa de um diretor do Banco Master, após a descoberta de um documento que mencionava o deputado José Carlos Bacelar Filho (PL-BA) em relação a um “empreendimento imobiliário”.

Deputado Bacelar Filho se manifesta sobre o caso

Procurado pela imprensa, o deputado Bacelar Filho explicou que o documento apreendido pela PF se refere a uma tentativa de constituição de um fundo para um empreendimento imobiliário em Porto Seguro (BA). Segundo ele, Daniel Vorcaro demonstrou interesse no negócio e chegou a receber documentos, mas a negociação não se concretizou. “Ele é meu amigo e falou que tinha interesse. Mas o negócio não se concretizou, porque ele disse que estava tentando salvar o banco e que essa era a prioridade no momento”, afirmou o parlamentar.

Operações sobre Emendas Parlamentares e diálogo com o Congresso

Andrei Rodrigues também comentou as recentes operações da PF relacionadas ao suposto desvio de recursos de emendas parlamentares. Ele enfatizou que a atividade política não será criminalizada, mas que os responsáveis por desvios serão apresentados ao Judiciário. “Aqueles que desviarem vamos apresentar conclusões ao Poder Judiciário sem caça às bruxas, sem criminalização da política, mas com responsabilidade”, disse.

A operação “Transparência”, deflagrada na última sexta-feira, apura irregularidades na distribuição de emendas do “Orçamento Secreto”. A PF destacou que as investigações foram iniciadas a partir de denúncias de parlamentares que relataram direcionamento e execução suspeita dos repasses. Rodrigues reiterou que mantém um “diálogo aberto e franco” com as cúpulas do Congresso Nacional, considerando “natural” a pressão recebida por parte de integrantes do Parlamento, pois “quem não aguentar a pressão não vem ao jogo”.

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