Forró como Resistência Cultural
Em recente aparição no Festival de Verão de Salvador, onde dividiu o palco com o cantor Wesley Safadão, a renomada artista Elba Ramalho, aos 74 anos, reafirmou sua visão sobre a importância do forró. Para a cantora, um dos pilares do ritmo no Brasil, interpretar e preservar o forró transcende a mera execução musical, configurando-se como um ato político e revolucionário.
O DNA Nordestino na Música
Elba Ramalho enfatiza que, ao carregar o forró em sua essência, ela expressa o DNA do povo nordestino. “É revolucionário ser uma pessoa que preserva suas tradições, suas origens, seus costumes. Isso é um ato político”, declarou a artista em entrevista à coluna GENTE. Ela ressalta a profunda conexão entre o ritmo e o coração pulsante da população, destacando a representatividade global do forró originário do Nordeste.
Tradição e Renovação em Harmonia
A cantora celebra a dualidade do forró, que coexiste entre a rica tradição e a constante renovação. Elba Ramalho orgulha-se de nunca ter traído sua verdade artística, mantendo-se fiel às suas raízes. Essa autenticidade, segundo ela, permite que sua música atinja todas as classes sociais e resista à passagem do tempo e às efêmeras tendências da moda musical, provando a atemporalidade e a universalidade do forró.
Um Legado para Todas as Gerações
Com uma carreira consolidada, Elba Ramalho se posiciona como guardiã de um patrimônio cultural imensurável. Sua defesa do forró como um movimento político e revolucionário inspira novas gerações a valorizarem e perpetuarem as manifestações culturais brasileiras, reafirmando a força da identidade regional e a capacidade da música de ser um veículo de transformação social e de preservação da memória coletiva.

