O Sistema Eleitoral Português e o Papel do Presidente Portugal se prepara para eleger seu novo presidente neste domingo (18). Caso nenhum dos candidatos alcance a marca de 50% dos votos válidos, o país poderá ter um segundo turno pela primeira vez em 40 anos, marcado para 8 de fevereiro. Embora o cargo de presidente em Portugal seja majoritariamente cerimonial, ele detém poderes cruciais em momentos de instabilidade política, como a dissolução do Parlamento, a demissão do governo, a convocação de eleições antecipadas e o veto a legislações. Para se candidatar à presidência, é necessário ser cidadão português com mais de 35 anos, obter o apoio de ao menos 7.500 assinaturas e ter a candidatura aprovada pelo Tribunal Constitucional. O atual presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, que está no cargo desde 2016, não pode concorrer a um terceiro mandato consecutivo. Horário da Votação As urnas em Portugal estarão abertas das 8h às 19h, horário local (4h às 15h em Brasília). Após o fechamento, apenas os eleitores que já estiverem nas assembleias de voto poderão exercer seu direito. Principais Candidatos em Destaque André Ventura Líder e fundador do partido de ultradireita Chega, André Ventura, de 42 anos, é um ex-comentarista esportivo que busca a presidência com uma plataforma focada no combate à corrupção e à imigração. Seu partido se tornou a segunda maior força parlamentar em 2025, e Ventura é visto por muitos como a personificação do Chega, almejando o cargo de primeiro-ministro. João Cotrim de Figueiredo O eurodeputado João Cotrim de Figueiredo, 64 anos, representa a Iniciativa Liberal, partido pró-mercado. Sua campanha tem defendido a redução de impostos e maior flexibilidade nas contratações e demissões. Recentemente, sua candidatura enfrentou um revés com acusações de agressão sexual por uma ex-assessora, que ele nega veementemente, classificando-as como uma tentativa de prejudicar sua campanha. António José Seguro António José Seguro, 63 anos, ex-líder do Partido Socialista, se apresenta como um candidato de esquerda “moderna e moderada”. Após um período afastado da política ativa, ele busca combater a influência crescente da extrema-direita populista no país. Henrique Gouveia e Melo O Almirante reformado Henrique Gouveia e Melo, 65 anos, ex-chefe da Marinha Portuguesa, ganhou notoriedade em 2021 pela gestão da campanha de vacinação contra a Covid-19, elogiada internacionalmente. Sem experiência política prévia, ele se posiciona como uma figura unificadora para guiar Portugal em meio à fragmentação política. Luís Marques Mendes Apoiado pelo PSD, partido de centro-direita, Luís Marques Mendes, 68 anos, já liderou brevemente a sigla e atuou como comentador político. Ele promete trazer “ambição” a Portugal e desafiar o status quo, que descreve como “conformista, resignado, deprimido e complacente”.