Ex Ceo Do Google Lança ‘google Do Espaço’: Rede De Telescópios Acelerará Descobertas Astronômicas

Ex-CEO do Google lança ‘Google do Espaço’: rede de telescópios acelerará descobertas astronômicas

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Abordagem Inovadora para a Exploração Espacial

Eric e Wendy Schmidt, através de sua fundação Schmidt Sciences, estão revolucionando a astronomia com um projeto ambicioso: a criação de um sistema de observatórios que promete acelerar descobertas científicas em ritmo sem precedentes. A iniciativa, inspirada na agilidade e eficiência do Vale do Silício, visa construir quatro novos telescópios, incluindo um espacial, com capacidades comparáveis às do Telescópio Espacial Hubble, mas com prazos de desenvolvimento e custo significativamente menores.

Um Sprint para o Cosmos: Quatro Telescópios em Quatro Anos

Diferente dos projetos astronômicos tradicionais, que podem levar uma década ou mais para serem concluídos, o Sistema de Observatórios Eric e Wendy Schmidt tem como meta ter seus quatro instrumentos operacionais em apenas quatro anos. “Este é um experimento para acelerar a descoberta astrofísica”, afirma Arpita Roy, líder do Instituto de Astrofísica e Espaço da Schmidt Sciences. A estratégia se baseia na reutilização e adaptação de tecnologias existentes, como chips de alto desempenho usados em inteligência artificial, para criar instrumentos inovadores e de rápida implementação.

Conheça os Novos Gigantes da Astronomia

O projeto abrange quatro iniciativas distintas: o Lazuli, um telescópio espacial projetado para rivalizar com o Hubble; o Argus Array, que mapeará continuamente o céu noturno do Hemisfério Norte; o Deep Synoptic Array (D.S.A.), focado em varrer frequências de rádio cósmicas; e o Large Fiber Array Spectroscopic Telescope (LFAST), dedicado à análise de luz de objetos celestes distantes. Essa abordagem modular e focada permite que os instrumentos tenham ciclos de vida úteis definidos de três a cinco anos, sendo substituídos por tecnologias ainda mais avançadas, mantendo o ritmo da inovação.

Complementando, Não Substituindo, a Ciência Federal

Apesar de a astronomia ter um histórico de apoio de filantropos, a abordagem dos Schmidt se distingue por sua mentalidade de “fast-fail” e “iterative improvement” (melhoria iterativa), típica do setor de tecnologia. Representantes da Schmidt Sciences enfatizam que o objetivo é complementar o trabalho de agências como a NASA e a National Science Foundation (NSF), que se destacam em missões de longo prazo. “Temos um modelo de financiamento direto”, explica Stuart Feldman, presidente da Schmidt Sciences, “o que nos permite acelerar esses projetos de forma mais ágil.” O investimento total não foi divulgado, mas o telescópio espacial Lazuli, por exemplo, custará centenas de milhões de dólares.

Tecnologia de Ponta e Desafios Superados

O Lazuli, inicialmente planejado com um espelho de 6 metros, teve seu desenvolvimento ajustado devido a desafios com o foguete Starship da SpaceX. Agora, o foco está em telescópios espaciais que possam ser lançados por foguetes mais convencionais. Os telescópios terrestres também incorporam inovações significativas: o Argus Array, por exemplo, utilizará 1.200 telescópios menores em vez de um único observatório gigante, permitindo varrer o céu mais rapidamente. O D.S.A. promete mapear um bilhão de fontes de rádio em suas primeiras 24 horas de operação, enquanto o LFAST visa coletar um volume sem precedentes de espectros para desvendar mistérios cósmicos. A comunidade astronômica recebeu a notícia com entusiasmo, aguardando para ver se essa nova era de “Big Astronomy” ágil e econômica trará os avanços prometidos.

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