Filho de Maduro Guerra se pronuncia após prisão do pai
Em um áudio divulgado neste domingo, Nicolás Maduro Guerra, filho do presidente venezuelano e conhecido como “Nicolasito”, rompeu o silêncio após a captura de seu pai em uma operação militar dos Estados Unidos. O deputado governista, que também é procurado pela justiça americana, conclamou seus apoiadores a irem às ruas em defesa do regime e declarou que “a História dirá quem foram os traidores”. A declaração surge em resposta a reportagens da imprensa que sugerem a existência de um informante próximo a Maduro que teria colaborado com a Agência Central de Inteligência (CIA) dos EUA para facilitar a operação.
Operação Firmeza Absoluta: A captura de Maduro e Flores
A “Operação Firmeza Absoluta”, realizada na madrugada de sábado, resultou na detenção de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, por Forças Especiais americanas. Ambos foram levados aos Estados Unidos, onde enfrentam acusações de terrorismo e narcotráfico. Apesar de outros membros do alto escalão do governo venezuelano também serem alvo de mandados de prisão por “narcoterrorismo”, o presidente e a primeira-dama foram os únicos detidos em Caracas.
O papel da CIA e a possibilidade de colaboração interna
Informações divulgadas pelo New York Times e pela Reuters indicam que a CIA mantinha uma equipe na Venezuela desde agosto, monitorando os movimentos de Maduro e seu círculo. A agência de inteligência americana teria obtido informações cruciais sobre os padrões de vida do presidente, o que teria sido fundamental para o sucesso da operação. Fontes apontam que um informante próximo a Maduro estava em posição de revelar sua localização exata durante a ação militar, levantando a suspeita de colaboração interna, possivelmente vinda do corpo de segurança presidencial ou de figuras proeminentes do regime chavista.
Maduro Guerra reafirma apoio e convoca mobilização
Nicolás Maduro Guerra, que consta na lista de acusados em uma corte federal em Nova York, assegurou estar “bem” e “tranquilo” após os bombardeios em território venezuelano. Em sua mensagem de áudio, divulgada nas redes sociais e cuja autenticidade foi confirmada por sua equipe à AFP, ele reiterou o chamado à mobilização popular: “Estamos bem, estamos tranquilos. Vocês vão nos ver nas ruas, vão nos ver ao lado deste povo, vão nos ver levantando as bandeiras da dignidade. Eles querem nos ver fracos, não vão nos ver fracos.” Ele prometeu que o chavismo superará a dificuldade atual: “Eu juro pela minha vida, eu juro pelo meu pai, eu juro pela Cilia, que dessa dificuldade nós vamos sair. Estou firme. Estamos firmes e minha família está firme, forte e e dura”. A militância chavista já começou a se mobilizar desde a confirmação da detenção do presidente, com a vice-presidente Delcy Rodríguez assumindo interinamente o poder sob ordem da Suprema Corte venezuelana e com apoio das Forças Armadas.

