Gastos Mensais Elevados Geram Controvérsia
Mesmo sem a presença física da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que se encontra presa na Itália após fugir do país, seu gabinete na Câmara dos Deputados continua a gerar despesas expressivas. Relatórios indicam que os custos mensais ultrapassam R$ 100 mil, englobando o pagamento de servidores e a manutenção da estrutura.
Nos meses de outubro e novembro, os gastos somaram R$ 132 mil mensais. Em setembro, o valor registrado foi de R$ 103 mil. É importante notar que, apesar desses custos, Carla Zambelli não tem recebido seu salário como deputada, pois a remuneração foi suspensa após sua situação no exterior vir à tona.
Câmara Ignora Decisão do STF e Mantém Mandato
A situação ganhou contornos de crise institucional após a Câmara dos Deputados, na última quinta-feira, decidir pela não cassação automática do mandato de Carla Zambelli. Essa decisão contrariou diretamente uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Ministros da Suprema Corte já classificaram a postura da Câmara como “inaceitável”.
A condenação de Zambelli pelo STF, que a sentenciou a dez anos de prisão por seu envolvimento na invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tornou-se definitiva em junho. A expectativa era de que a perda do mandato ocorresse de forma automática após a sentença transitada em julgado.
Previsão de Gastos Supera R$ 1 Milhão até o Fim do Mandato
Se os gastos com o gabinete de Carla Zambelli se mantiverem no patamar atual, o montante total destinado a sua estrutura ultrapassará R$ 1 milhão até o final da legislatura. Com mais de um ano restante para o encerramento do mandato, a manutenção dessa despesa se torna um ponto de grande atenção e crítica.
Contexto da Condenação e Fuga
Carla Zambelli foi condenada em definitivo pelo STF. Sua fuga do país foi mencionada pelo ministro Alexandre de Moraes em seu despacho que determinou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na ocasião, Moraes citou a evasão de Zambelli, Alexandre Ramagem e Eduardo Bolsonaro como um dos fatores que justificavam a necessidade de manter Bolsonaro em regime fechado, visando evitar que outros acusados se furtassem à aplicação da lei penal.

