Instituto Nobel Confirma Vazamento Ilegal De Nome De Maria Corina Machado Como Ganhadora Do Prêmio Da Paz 2025

Instituto Nobel Confirma Vazamento Ilegal de Nome de Maria Corina Machado como Ganhadora do Prêmio da Paz 2025

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Vazamento antes do anúncio oficial

O Instituto Nobel confirmou na sexta-feira, 30, que a divulgação da vitória da opositora venezuelana María Corina Machado como ganhadora do Prêmio Nobel da Paz 2025 ocorreu de maneira ilegal, antes do anúncio oficial. A informação foi confirmada pelo porta-voz do Instituto Nobel, Erik Aasheim, à agência de notícias AFP. “Pode-se afirmar com certeza que alguns atores conseguiram obter ilegalmente informações sobre a decisão”, declarou Aasheim.

Disparada em apostas levanta suspeitas

Embora nenhum especialista ou veículo de comunicação apontasse Machado como favorita, na madrugada de 9 para 10 de outubro, dia do anúncio oficial, as probabilidades de vitória da venezuelana dispararam na plataforma de apostas Polymarket, saindo de 3,75% para aproximadamente 73%. Essa movimentação atípica gerou suspeitas sobre a origem da informação.

Investigação e vulnerabilidades no sistema

As investigações do Instituto Nobel não conseguiram determinar como a informação foi obtida, nem a identidade da pessoa ou entidade responsável pelo vazamento, tampouco se foi um agente privado ou estatal. O Instituto informou ter identificado e corrigido vulnerabilidades em seu sistema informático. Em entrevista anterior, o diretor do Instituto Nobel, Kristian Berg Harpviken, não descartou a possibilidade de envolvimento de um “agente estatal”.

Contexto político de María Corina Machado

María Corina Machado, laureada com o Nobel da Paz 2025 por sua luta pela democracia, lidera a oposição na Venezuela desde 2023. Sua candidatura às eleições presidenciais de 2024 foi impedida pelo governo de Nicolás Maduro, que declarou-se reeleito em meio a acusações de fraude. Machado, que vive escondida no país e teve que sair para receber o prêmio, tem enfrentado perseguição política. Recentemente, Machado gerou polêmica ao entregar sua medalha do Nobel ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o que levou o Comitê Nobel a relembrar que a honraria é “indissociável” do agraciado.

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