Desespero e falta de comunicação
Mahsima Nadim, iraniana que deixou Teerã após viver quase 29 anos sob o regime, relatou que está há seis dias sem conseguir contato com sua família no Irã. Um apagão geral de redes de internet e telefone, imposto pelo governo, impede a comunicação. Segundo Mahsima, algumas pessoas conseguem se comunicar com o exterior através de linhas específicas, mas o custo é muito alto. “Ainda não consegui falar de jeito nenhum com a minha família”, lamentou.
Repressão violenta a protestos pacíficos
Mahsima denunciou a violência com que o regime islâmico reprime os protestos. “O regime islâmico vai matar enquanto estiver no poder. O povo do Irã não tem arma. Eles estão fazendo manifestação e protestos pacíficos”, explicou, destacando a desproporcionalidade da resposta estatal. Manifestantes desarmados enfrentam um aparato militar completamente armado, com o uso de armas de guerra e tiros contra a população.
Acusação de genocídio
Diante da brutalidade da repressão e da falta de recursos para defesa por parte dos manifestantes, Mahsima Nadim acusou o regime islâmico de estar cometendo um genocídio. “Podemos falar que o regime islâmico está fazendo um genocídio”, afirmou.
O papel da informação na crise
O bloqueio das comunicações agrava a situação, impedindo a circulação de informações sobre a repressão e dificultando o contato entre familiares. Mahsima, que agora vive no Brasil, representa uma das vozes que conseguem denunciar internacionalmente a crise em seu país de origem.

