Juíza Rejeita Suspender Operação de Imigração em Minnesota
Uma juíza federal dos Estados Unidos decidiu, neste sábado (31), que a operação de fiscalização imigratória “Metro Surge” pode continuar em Minneapolis e St. Paul, Minnesota. A decisão contraria um pedido das cidades para suspender a ação, que mobilizou milhares de agentes federais e resultou em alegações de prisões sem mandado, uso excessivo de força e até mortes de dois cidadãos.
Cidades Processam Governo Federal por “Invasão”
Minneapolis e St. Paul haviam processado as autoridades federais, classificando a operação como uma “invasão federal”. As cidades argumentaram que a ação causou medo, desordem e danos à comunidade, além de impactos negativos como o aumento de gastos com horas extras da polícia e uma queda acentuada na frequência escolar. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, expressou profunda decepção com a decisão judicial.
Governo Federal Celebra “Vitória para a Segurança Pública”
O Departamento de Segurança Interna dos EUA comemorou a decisão, rotulando-a como “uma vitória para a segurança pública e a ordem pública”. O governo Trump sustentou que o processo movido pelas cidades era um abuso de poder, com o objetivo de dar a Minnesota um “poder de veto sobre a aplicação da lei federal”.
Juíza Reconhece Danos, Mas Pondera com Cumprimento da Lei
A juíza reconheceu a existência de evidências de discriminação racial, uso excessivo de força e outros atos prejudiciais por parte dos agentes federais. No entanto, ela ponderou esses danos em relação aos esforços do governo em fazer cumprir a lei de imigração. A magistrada considerou improvável o sucesso de uma ação para suspender toda a operação. Ela também anulou uma liminar anterior que impedia agentes de prender ou deter manifestantes pacíficos, argumentando que se essa liminar foi “longe demais”, a que visava interromper toda a operação seria ainda mais.
Recursos Legais Continuarão Contra o Governo Trump
Apesar da decisão judicial, o prefeito de Minneapolis afirmou que a cidade continuará o processo judicial “para responsabilizar o governo Trump”, reiterando que a operação federal “nunca deveria ter ocorrido em Minneapolis”.

