Cooperação contra o crime organizado em pauta
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversaram por telefone nesta segunda-feira (data) sobre o fortalecimento da cooperação entre os dois países no combate ao crime organizado. Lula reiterou uma proposta, enviada ao Departamento de Estado americano em dezembro, para intensificar a parceria na repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas.
Foco em ativos e dados financeiros
Durante a ligação, o presidente brasileiro demonstrou interesse em aprofundar a colaboração em áreas cruciais como o congelamento de ativos de grupos criminosos e o intercâmbio de informações sobre transações financeiras. A proposta brasileira foi recebida positivamente pelo presidente norte-americano, indicando um possível avanço nas relações bilaterais sobre o tema.
Lula já havia abordado lavagem de dinheiro com Trump
Esta não é a primeira vez que o tema lavagem de dinheiro é discutido entre os líderes. Em dezembro, em outra conversa telefônica, Lula já havia tratado com Trump sobre o uso do estado americano de Delaware como um possível paraíso fiscal para ocultar fraudes fiscais brasileiras. A discussão surgiu após uma apresentação da Receita Federal ao presidente e a ministros, detalhando como o Grupo Refit teria movimentado R$ 72 bilhões em um ano através de offshores em Delaware para dissimular lucros.
Proposta brasileira visa combater fluxos financeiros ilícitos
A apresentação da Receita Federal, que detalhou as complexas operações de ocultação de lucros, serviu de base para a proposta de Lula a Trump. O material foi traduzido para o inglês com o objetivo de ser utilizado na conversa com o presidente dos Estados Unidos, demonstrando o compromisso do governo brasileiro em buscar soluções internacionais para combater fluxos financeiros ilícitos que desviam recursos e financiam atividades criminosas.

