EUA parabenizam Asfura e alertam contra obstrução do processo eleitoral
O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, parabenizou Nasry “Tito” Asfura, declarado vencedor das eleições presidenciais em Honduras, por sua “clara vitória eleitoral”. A conversa ocorreu na sexta-feira, quando Rubio elogiou Asfura por defender os “objetivos estratégicos” dos EUA, conforme comunicado do Departamento de Estado. Ambos os líderes expressaram o desejo de aprofundar a cooperação e fortalecer a parceria entre os dois países.
Controvérsias marcam o anúncio do vencedor
A declaração de Asfura como vencedor ocorreu após um processo que se estendeu por semanas, em meio a alegações de um suposto “golpe eleitoral”. O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) informou que Asfura, do Partido Nacional, obteve 40,27% dos votos, superando seu adversário mais próximo, Salvador Nasralla, do Partido Liberal, por uma margem de 0,74%. A candidata do partido governista, Rixi Moncada, ficou em terceiro lugar com 19,19% dos votos.
Apoio de Trump e acusações de interferência
Dias antes da eleição, Asfura recebeu o apoio do então presidente dos EUA, Donald Trump, que declarou que trabalharia com ele para “combater os narcocomunistas”. Trump também criticou Moncada por ser “próxima do comunismo” e acusou Nasralla de tentar “dividir os votos”. Nasralla, por sua vez, afirmou que o apoio de Trump a Asfura o prejudicou, enquanto a presidente hondurenha, Xiomara Castro, denunciou a situação como interferência americana.
Reações internacionais e recurso de Nasralla
Após a divulgação dos resultados, o governo dos EUA reiterou seu alerta de que qualquer pessoa que obstrua ou atrase o trabalho do CNE “enfrentará consequências”. Apesar das controvérsias, dezenas de países, principalmente da América Latina e Europa, parabenizaram Asfura. Contudo, Nasralla anunciou que recorrerá dos resultados pelas vias legais.

