Na manhã desta quarta-feira (21), os muros da entrada social do estádio do Palmeiras amanheceram cobertos por pichações. O ato de protesto da torcida alviverde surge como uma resposta imediata ao que muitos consideram um “vexame”: a goleada de 4 a 0 sofrida para o Novorizontino, fora de casa, pela quarta rodada do Campeonato Paulista.
A Pior Derrota da Era Abel Ferreira
A partida da última terça-feira marcou a pior derrota do Palmeiras sob o comando do técnico português Abel Ferreira. O placar elástico de 4 a 0 para o Novorizontino não apenas chocou a torcida, mas também levantou questionamentos sobre o desempenho e a estratégia do time, que utilizou diversos reservas, visando o clássico contra o São Paulo no próximo sábado (24), às 18h30.
Cobranças Diretas a Jogadores e Comando Técnico
As mensagens deixadas nos muros refletiam a indignação dos torcedores. Frases como “time sem vergonha” e “2025 de novo” expressavam a frustração com o desempenho em campo e o receio de repetir ciclos de insucessos. O técnico Abel Ferreira também foi alvo das críticas, com a pichação “Abel, acabou a magia?”. A frase faz alusão a uma promessa do treinador de uma “noite mágica” na semifinal da Libertadores de 2025, após uma derrota de 3 a 0 no jogo de ida – o Palmeiras virou aquela disputa em casa, mas perdeu a final da competição para o Flamengo por 1 a 0.
A Presidente Leila Pereira Também no Alvo
A presidente do clube, Leila Pereira, não escapou da insatisfação da torcida. Uma das pichações direcionadas a ela dizia: “Leila, seu negócio é roubar”. Este tipo de protesto sublinha a profundidade do descontentamento, que abrange não apenas o desempenho técnico da equipe, mas também a gestão do clube, em um momento de alta tensão para o clube alviverde.

