Um recente levantamento eleitoral em São Paulo aponta que o atual prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), emerge como o nome preferido do eleitorado paulista para a disputa pelo governo estadual em 2026, caso o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), opte por não buscar a reeleição. A pesquisa, realizada com 1.680 pessoas em 85 municípios paulistas entre 4 e 8 de dezembro, oferece um panorama inicial das intenções de voto. Com uma margem de erro de 2,4 pontos percentuais para mais ou para menos e um nível de confiança de 95%, os resultados sinalizam um cenário promissor para Ricardo Nunes e para a configuração política da maior unidade federativa do Brasil, projetando os primeiros contornos da próxima corrida eleitoral.
Cenário eleitoral em São Paulo: Nunes à frente na ausência de Tarcísio
A dinâmica política de São Paulo para as eleições de 2026 já começa a se desenhar, especialmente sob a hipótese de o governador Tarcísio de Freitas não concorrer à reeleição. Nesse contexto, a figura de Ricardo Nunes (MDB), atual prefeito de São Paulo, ganha proeminência significativa. Seu desempenho na pesquisa indica uma forte conexão com o eleitorado, posicionando-o como o principal candidato para liderar o executivo estadual, caso a vaga seja aberta. A análise dos dados revela não apenas a força do prefeito da capital, mas também o potencial de realinhamentos políticos e o peso das siglas partidárias no xadrez eleitoral paulista.
A projeção para Ricardo Nunes e o MDB
Ricardo Nunes demonstra uma sólida preferência de voto, alcançando 44,8% na simulação sem Tarcísio de Freitas. Esse percentual robusto não apenas o coloca em uma posição de destaque, mas também sublinha a força do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) no estado, um partido com ampla capilaridade e histórico de participação em diversas esferas do poder. O MDB, ao ver seu principal nome na capital paulista liderar as intenções para o Palácio dos Bandeirantes, pode consolidar ainda mais sua influência e capacidade de articulação em futuras coligações. A performance de Nunes reflete não apenas sua gestão à frente da prefeitura de São Paulo, mas também um reconhecimento por parte do eleitorado de sua trajetória e capacidade de governar um estado tão complexo e diversificado como São Paulo. Sua eventual candidatura seria um divisor de águas para a sucessão estadual.
Os demais nomes na disputa e suas posições
A pesquisa também avaliou outros nomes que poderiam compor a chapa ou concorrer ao governo do estado. Em segundo lugar, surge Gilberto Kassab (PSD), presidente nacional do Partido Social Democrático e atual secretário estadual de Governo e Relações Institucionais, que marca 14,3% das intenções de voto. A presença de Kassab com essa porcentagem indica a relevância de sua experiência política e de sua articulação partidária em nível estadual e nacional.
Na sequência, André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), aparece com 5,1%. Sua posição é estratégica por liderar o legislativo estadual, o que lhe confere visibilidade e capacidade de influência. Por fim, o vice-governador Felício Ramuth (PSD), parceiro de chapa de Tarcísio de Freitas, registra 4,6% da preferência. A presença de Ramuth, embora com um percentual menor, é relevante por sua proximidade com a atual gestão e o peso do PSD na composição do governo. A pulverização de votos entre esses nomes sugere que, na ausência do atual governador, a disputa tende a se acirrar, com diversos atores buscando consolidar suas bases de apoio.
Metodologia e confiabilidade da pesquisa
A credibilidade de qualquer levantamento eleitoral reside diretamente na robustez de sua metodologia. A pesquisa em questão foi cuidadosamente planejada para oferecer um retrato fiel das intenções de voto do eleitorado paulista, empregando critérios rigorosos de amostragem e coleta de dados. Entender como a pesquisa foi conduzida é fundamental para interpretar seus resultados com a devida perspectiva e reconhecer a solidez das informações apresentadas.
Abrangência e detalhes técnicos do levantamento
O levantamento ouviu um total de 1.680 pessoas, representando um universo significativo do eleitorado paulista. A abrangência geográfica foi igualmente notável, cobrindo 85 municípios em todo o estado de São Paulo, o que garante uma diversidade de perfis e opiniões, refletindo a pluralidade social e econômica do território. As entrevistas foram realizadas entre os dias 4 e 8 de dezembro, período que permite capturar um momento específico da percepção pública. A margem de erro da pesquisa foi estabelecida em 2,4 pontos percentuais, para mais ou para menos, indicando a variação esperada em relação à população total. Além disso, o nível de confiança de 95% significa que, se a pesquisa fosse repetida diversas vezes, em 95% das ocasiões os resultados estariam dentro da margem de erro indicada, conferindo alta confiabilidade aos dados apresentados. Esses detalhes técnicos são cruciais para validar a pesquisa como um instrumento confiável de análise do cenário eleitoral.
Implicações políticas e o futuro do governo paulista
Os resultados da pesquisa transcendem os números brutos, oferecendo um vislumbre das possíveis configurações políticas e dos desafios que se apresentarão aos candidatos e partidos. A liderança de Ricardo Nunes na ausência de Tarcísio de Freitas não apenas reposiciona o MDB no tabuleiro estadual, mas também força os demais atores a recalibrarem suas estratégias. A porcentagem expressiva de eleitores indecisos ou que não optariam por nenhum dos nomes mencionados, por exemplo, representa um terreno fértil para as campanhas que souberem dialogar com essas parcelas do eleitorado, tornando o pleito de 2026 potencialmente muito dinâmico e disputado.
O peso das indecisões e os desafios futuros
Um dado relevante do levantamento é que 22,6% dos entrevistados não escolheriam nenhum dos nomes apresentados, e outros 8,5% não souberam ou não quiseram opinar. Somados, esses percentuais representam um bloco considerável de eleitores – mais de 31% – que ainda estão em busca de uma opção ou que expressam um descontentamento com as alternativas existentes. Esse grupo de eleitores indecisos ou não engajados será crucial para o resultado final, pois representam um volume significativo de votos a serem conquistados.
Para os candidatos, o desafio será o de transformar essa indecisão em apoio concreto, através de propostas claras, diálogo eficaz e construção de confiança. A forma como cada pré-candidato se posicionar em relação aos grandes temas de São Paulo – como segurança pública, educação, saúde e desenvolvimento econômico – será determinante para atrair esse eleitorado volátil. Além disso, a eventual decisão de Tarcísio de Freitas de não buscar a reeleição poderia abrir espaço para novos nomes ou fortalecer alianças inesperadas, adicionando ainda mais complexidade ao cenário político estadual.
Considerações finais
A pesquisa oferece um importante panorama inicial sobre as intenções de voto para o governo de São Paulo, destacando Ricardo Nunes como o principal nome na ausência de Tarcísio de Freitas. Os números revelam um cenário em formação, onde o MDB pode consolidar sua influência, enquanto outros partidos e figuras políticas como Gilberto Kassab, André do Prado e Felício Ramuth buscam seu espaço. A expressiva parcela de eleitores indecisos sublinha a natureza mutável do cenário político e a importância das futuras articulações e campanhas para atrair esses votos. As eleições de 2026 em São Paulo prometem ser um campo de intensas disputas e estratégias, com o eleitorado paulista desempenhando papel fundamental na definição do próximo governador.
Perguntas frequentes
Quem lidera a preferência para o governo de SP caso Tarcísio de Freitas não dispute a reeleição?
Ricardo Nunes (MDB), atual prefeito de São Paulo, lidera com 44,8% das intenções de voto, segundo o levantamento.
Quais outros nomes importantes apareceram na pesquisa para o governo de São Paulo?
Além de Ricardo Nunes, Gilberto Kassab (PSD) obteve 14,3%, André do Prado (PL) marcou 5,1% e Felício Ramuth (PSD) registrou 4,6%.
Qual foi a metodologia utilizada para a realização da pesquisa?
Foram ouvidas 1.680 pessoas em 85 municípios paulistas entre os dias 4 e 8 de dezembro. A pesquisa tem uma margem de erro de 2,4 pontos percentuais e um nível de confiança de 95%.
Qual a relevância do percentual de eleitores indecisos ou que não optaram por nenhum nome?
Um total de 31,1% dos entrevistados não escolheriam nenhum dos nomes apresentados ou não souberam/não opinaram. Esse é um bloco significativo de eleitores que podem ser decisivos para o resultado final da eleição, representando um grande potencial de votos a serem conquistados pelas futuras campanhas.
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Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br

