Nove Servidores Públicos Afastados em Operação Contra Venda de Agendamentos do RG
Nove servidores públicos foram afastados de suas funções na Bahia como parte da Operação Vaga Vip, deflagrada nesta sexta-feira (19) pela Polícia Civil da Bahia (PCBA). A ação investiga a suspeita de envolvimento dos afastados na venda ilegal de agendamentos para a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) em unidades do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC).
Esquema de Comercialização de Vagas Gratuitas Revelado
De acordo com a investigação, vagas que deveriam ser disponibilizadas gratuitamente pelo sistema oficial do Governo do Estado estavam sendo comercializadas de forma irregular. A apuração aponta para a participação tanto de servidores públicos quanto de intermediários externos, que não possuem vínculo com a Rede SAC. Essa prática permitia que terceiros reservassem horários no sistema eletrônico antes do público geral e os revendiam para cidadãos interessados em obter o documento.
Mandados de Busca e Apreensão e Medidas Cautelares Cumpridos
Por determinação judicial, a operação resultou no cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão e na aplicação de 11 medidas cautelares, além dos nove afastamentos. As ações foram realizadas em diversas cidades baianas, incluindo Salvador, Candeias, Camaçari, Feira de Santana e Remanso. Em alguns casos, o atendimento era facilitado fora da ordem normal mediante pagamento, enquanto em outros, a reserva antecipada e revenda de vagas era o método utilizado.
Investigação Iniciada Após Denúncia da Coordenação da Rede SAC
A investigação teve início a partir de uma denúncia formalizada pela Coordenação da Rede SAC, que também contribuiu com informações, dados e suporte técnico para o avanço das apurações. A Polícia Civil declarou que o objetivo é identificar todos os envolvidos no esquema, elucidar completamente o funcionamento da fraude e determinar os possíveis prejuízos causados ao serviço público e à população. A operação é conduzida pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), por meio da Delegacia de Crimes Econômicos e Contra a Administração Pública (Dececap). As investigações permanecem em andamento.

