Diálogo busca arrefecer tensões e evitar confrontos
Em meio a semanas de declarações hostis e ameaças, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, buscou desescalar as tensões com os Estados Unidos através de uma conversa telefônica com o presidente americano, Donald Trump. A ligação, considerada um marco na reaproximação, foi comentada por Petro em uma publicação nas redes sociais, acompanhada de uma imagem gerada por inteligência artificial que retrata uma onça-pintada ao lado de uma águia, símbolos dos dois países.
Energia limpa como pauta central e alerta para ‘barbárie’
Petro revelou que um dos temas centrais do diálogo foi a divergência sobre a política energética dos EUA na América Latina. O líder colombiano reiterou sua proposta de desenvolvimento de energia limpa na região, em contraposição aos combustíveis fósseis defendidos por Trump. Petro alertou que a exploração petrolífera na América Latina poderia levar à destruição do direito internacional, culminando em ‘barbárie’, uma ‘terceira guerra mundial’ e um ‘colapso climático irreversível’.
Mudança de tom após telefonema e convite para visita à Casa Branca
A publicação de Petro ocorreu após um recuo em medidas de condenação ao presidente americano, especialmente em relação à interferência dos EUA na Venezuela. O presidente colombiano revelou que pensava em um discurso ‘muito duro’ contra Trump, mas mudou de ideia após a conversa de uma hora. Por sua vez, Trump adotou um tom cordial, convidando Petro para uma visita à Casa Branca. Em sua rede social, Trump agradeceu a ligação e o tom de Petro, indicando que acordos estão sendo feitos para uma futura reunião.
Venezuela e tráfico de drogas em pauta de diálogo
Durante a conversa, Petro informou que pediu o restabelecimento de contatos diretos entre as chancelarias e os presidentes de ambos os países. O tráfego de drogas e a situação na Venezuela também foram discutidos. Petro também mencionou ter conversado com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, propondo um diálogo ‘mundial’ para estabilizar o país vizinho e evitar violência interna. O líder colombiano, embora não reconheça a vitória de Maduro nas últimas eleições, posicionou-se contra ações militares dos EUA em Caracas.

