Pirâmide Alimentar Invertida Nos Eua: Proteína Em Alta E Alimentos Processados Em Baixa Sob Novas Diretrizes Controversas

Pirâmide Alimentar Invertida nos EUA: Proteína em Alta e Alimentos Processados em Baixa Sob Novas Diretrizes Controversas

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Em uma guinada significativa em relação às orientações nutricionais estabelecidas, o governo dos Estados Unidos, sob a administração Trump, divulgou novas diretrizes alimentares que alteram drasticamente a tradicional pirâmide alimentar. A nova abordagem inverte a ordem, colocando proteínas como bife, queijo e leite integral em destaque, enquanto desencoraja o consumo de alimentos processados e ricos em açúcar.

A Era da “Comida de Verdade”: Proteína no Centro das Atenções

O Secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., defendeu as novas diretrizes como um passo crucial para a prevenção de doenças crônicas e a melhoria da saúde da população. A mensagem central é clara: “Comam comida de verdade”. Após anos de recomendações para moderar o consumo de carne vermelha e gorduras, os americanos são agora incentivados a incluí-los em suas dietas. As novas orientações, mais concisas que as anteriores, também sugerem o uso de manteiga e sebo bovino no preparo de alimentos, apesar da falta de comprovação científica robusta para tais recomendações.

Equilíbrio Nutricional em Debate: Frutas, Verduras e Gorduras Saturadas

Apesar da ênfase em proteínas, as novas diretrizes não se afastam completamente das recomendações convencionais, incentivando o consumo abundante de frutas e verduras. No entanto, a postura em relação às gorduras saturadas é um ponto de discórdia. Embora o governo prometa “acabar com a guerra” contra elas, a recomendação de não ultrapassar 10% das calorias diárias provenientes de gorduras foi mantida. Essa aparente contradição surge quando se observa a recomendação de priorizar alimentos ricos em gorduras saturadas, como carnes vermelhas e laticínios integrais, que podem facilmente levar ao consumo excessivo.

O Papel da Indústria e a Controvérsia em Torno dos Especialistas

Um dos aspectos mais polêmicos das novas diretrizes é a forma como o comitê de especialistas foi selecionado. Kennedy desconsiderou as recomendações de um comitê nomeado durante o governo Biden, optando por um novo grupo escolhido a dedo. A revelação de que cinco dos dez especialistas possuem relações financeiras com as indústrias de carne, laticínios, suínos ou empresas de alimentos levanta preocupações sobre a influência corporativa nas recomendações oficiais. Essas diretrizes, que influenciam programas de alimentação em escolas, hospitais e programas federais, foram endossadas pela Associação Médica Americana, mas receberam uma recepção cautelosa da Associação Americana do Coração, que expressou receio quanto ao potencial aumento no consumo de gordura saturada e sódio.

Ataque aos Açúcares e Carboidratos Processados

Em contrapartida à promoção de proteínas, as novas diretrizes adotam uma postura rigorosa contra açúcares adicionados e carboidratos refinados altamente processados. Bebidas açucaradas devem ser evitadas, e o consumo de outras fontes de açúcar deve ser limitado. Uma mudança notável é a recomendação para que crianças não consumam açúcares adicionados antes dos 10 anos, um avanço significativo em relação às diretrizes anteriores que indicavam a partir dos 2 anos. Alimentos como pão branco, tortillas de farinha e biscoitos salgados são alvos diretos, assim como uma categoria mais ampla de itens “altamente processados”, incluindo batatas fritas, biscoitos e doces com adição de açúcares, sódio ou aditivos artificiais.

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