Planalto ‘frita’ Dias Toffoli E Expõe Encontro De Lula Com Banqueiro Para Blindar Governo De Escândalo Master

Planalto ‘frita’ Dias Toffoli e expõe encontro de Lula com banqueiro para blindar governo de escândalo Master

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Planalto emite sinais de desgaste com ministro do STF em meio a escândalo financeiro.

O Palácio do Planalto tem intensificado ações para se distanciar do escândalo envolvendo o Banco Master, que apura fraudes estimadas em R$ 50 bilhões. Uma das estratégias observadas por auxiliares do governo é a de “fritar” o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, expondo uma conversa sigilosa entre ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final de 2024.

Nesse encontro, Lula teria repreendido Toffoli, sugerindo que o ministro precisa “resgatar sua biografia”. A manobra é vista por aliados como uma tentativa de desviar o foco de possíveis envolvimentos de figuras ligadas ao governo e ao PT nas negociações controversas do Banco Master.

Lula e o encontro sigiloso com o dono do Banco Master.

A proximidade entre o presidente Lula e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, já era conhecida desde o ano passado, quando foi revelado que Guido Mantega, então consultor de Vorcaro, facilitou um encontro entre os dois no gabinete presidencial. A reunião, ocorrida no final de 2024, quando o banco já enfrentava dificuldades financeiras, ganhou novos contornos à luz das recentes revelações.

A divulgação dessa memória, associada aos movimentos contra Dias Toffoli, sugere uma ação coordenada para blindar a Presidência. A preocupação de Lula reside na possibilidade de que informações sobre sua atuação ou conhecimento prévio do caso Master venham à tona, o que poderia prejudicar sua imagem e a do governo, especialmente em ano de eleição.

Ex-ministro Ricardo Lewandowski também sob escrutínio.

O escândalo se aprofunda com a revelação de que um dos principais ministros de Lula, hoje fora do governo, Ricardo Lewandowski, também teria recebido pagamentos vultosos de Daniel Vorcaro. O escritório de Lewandowski, enquanto comandava o Ministério da Justiça, teria recebido parcelas de um contrato milionário com o dono do Master, conforme noticiado pelo Metrópoles.

Embora Lewandowski não esteja mais no cargo, a relação comercial levanta questionamentos e constrangimentos para a gestão petista. A estratégia de Lula parece ser a de permitir que vazamentos exponham as conexões de figuras que já deixaram o governo, concentrando as críticas fora do círculo presidencial atual.

Estratégia para isolar o escândalo e antecipar crises.

A teoria entre senadores ouvidos pela imprensa é que Lula busca antecipar-se a possíveis críticas e revelações que possam incriminar membros do PT ou pessoas influentes no governo que teriam se envolvido com Vorcaro. A Polícia Federal tem alertado sobre desdobramentos graves do caso, o que intensifica a necessidade de o Planalto se desvencilhar das acusações.

O cenário ideal para o governo seria que o escândalo do Banco Master atingisse predominantemente políticos da oposição, como o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e lideranças do centrão próximas a Vorcaro, evitando assim um impacto direto no petismo e na atual administração. No entanto, a complexidade das investigações e a amplitude das conexões ainda em apuração tornam o desfecho dessa crise incerto.

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