Polícia Civil Prende Suspeito Que “herdou” Do Pai Esquema De Venda De Atestados Falsos Na Rocinha

Polícia Civil prende suspeito que “herdou” do pai esquema de venda de atestados falsos na Rocinha

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Operação na Zona Sul do Rio desmantela fraude médica

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu Adílio Campos Chagas, suspeito de liderar um esquema de falsificação e venda de atestados médicos na comunidade da Rocinha, Zona Sul do Rio. O suspeito teria herdado a prática criminosa de seu pai, que já atuava na mesma atividade ilícita.

Esquema oferecia flexibilidade e variedade de documentos falsos

No esquema, os interessados podiam escolher não apenas a quantidade de dias de afastamento do trabalho, mas também as datas. Durante a operação na residência de Adílio, foram apreendidos diversos carimbos com nomes e dados falsos de médicos. A investigação aponta que o esquema atuava há cerca de cinco anos e incluía a falsificação de receitas médicas, utilizando carimbos de hospitais públicos e privados.

Investigação iniciada por denúncia de médica

As investigações começaram em 2024, após uma médica denunciar o uso indevido de seus dados para a emissão de um atestado falso. Ela foi contatada por uma empresa para confirmar a autenticidade do documento. Embora o suspeito tenha sido identificado na época, o pedido de prisão não foi aceito. No final do ano passado, a mesma médica descobriu novamente o uso de suas informações no esquema, levando a uma nova investigação que culminou na prisão de Adílio.

Confissão e detalhes da operação

Adílio Campos Chagas foi intimado a prestar esclarecimentos e, na delegacia, confessou o crime. Ele afirmou que seu pai já vendia atestados falsos e que, após seu falecimento, ele assumiu o negócio usando um talonário deixado pelo genitor. Os valores cobrados variavam conforme o período de afastamento: R$ 25 por um dia e R$ 75 por cinco dias. A comunicação com os clientes era feita por aplicativos de mensagens. Durante a apuração, uma mulher admitiu ter comprado um atestado falso, e as mensagens trocadas confirmaram o funcionamento da fraude. A Polícia Civil não apontou envolvimento de unidades de saúde, indicando que a falsificação dos papéis timbrados era parte da fraude.

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