O que está acontecendo com o nosso planeta?
O ponto para onde as bússolas apontam, o polo norte magnético, está se movendo de forma incomum. Ele já percorreu mais de 2.200 quilômetros desde que foi oficialmente registrado em 1831 e, mais recentemente, tem mostrado uma desaceleração em sua velocidade. Se antes ele avançava entre 50 e 60 quilômetros por ano, agora o ritmo caiu para cerca de 35 quilômetros anuais, um fenômeno que os especialistas chamam de “a maior desaceleração registrada”.
Por que isso importa para a sua navegação?
Diferentemente do polo norte geográfico, que é um ponto fixo no eixo de rotação da Terra, o polo magnético é dinâmico. Ele se move constantemente devido às correntes de ferro líquido no núcleo externo do planeta, que geram o campo magnético terrestre – nosso escudo protetor e guia desde tempos imemoriais. Essa movimentação exige que o World Magnetic Model (WMM), um mapa essencial para a navegação global, seja atualizado.
Atualização Essencial: WMM2025
A versão mais recente deste modelo, o WMM2025, foi lançada em dezembro de 2024 e terá validade até 2029. Ele é crucial para a aviação civil e militar, navegação marítima e submarina, e até mesmo para os sistemas de GPS e bússolas digitais em nossos celulares e carros. A novidade é o WMMHR2025, uma versão de alta resolução que aumenta a precisão do modelo, reduzindo margens de erro de milhares para centenas de quilômetros.
Impacto no dia a dia e em grandes viagens
Para o uso cotidiano, como ir ao trabalho, a mudança no polo magnético é imperceptível. No entanto, em viagens longas, como voos transcontinentais ou navegação em oceanos e regiões polares, um modelo desatualizado pode causar erros significativos na rota, com consequências potencialmente críticas. A atualização também inclui informações sobre “zonas de apagões magnéticos” perto dos polos, onde a navegação por bússola se torna menos confiável, sendo vital para rotas polares e missões científicas.

