Procuradoria Do Df Tentou Barrar Apuração Do Tcu Que Investiga Compra Do Banco Master Pelo Brb

Procuradoria do DF tentou barrar apuração do TCU que investiga compra do Banco Master pelo BRB

Noticias do Dia

Investigação em Sigilo no TCU

Em meio às investigações sobre o Banco de Brasília (BRB) e a aquisição de R$ 12 bilhões em ativos do Banco Master, um processo sigiloso no Tribunal de Contas da União (TCU) revela uma tentativa da Procuradoria-Geral de Justiça do Distrito Federal (PGJ-DF) de paralisar ações internas do Banco Central. A PGJ-DF solicitou ao ministro Jhonatan de Jesus uma decisão cautelar para impedir que o Banco Central tomasse medidas que pudessem inviabilizar a venda do Banco Master ao BRB.

Rejeição da Compra e Pedido de Intervenção

O pedido da Procuradoria ocorreu no início de setembro, meses após o BRB ter manifestado interesse na compra do Master. No dia 3 daquele mês, o próprio BRB comunicou aos investidores que a autoridade monetária havia vetado a transação. Essa rejeição pelo Banco Central foi o pano de fundo para a ação da PGJ-DF no TCU.

Arquivamento Anterior e Nova Representação

Em maio do ano passado, Jhonatan de Jesus já havia arquivado uma representação que pedia investigações contra o Banco Central e a identificação dos responsáveis por “evidentes perspectivas de prejuízo para o Banco de Brasília”. Na ocasião, o ministro entendeu que não havia evidências de negligência por parte do BC ou da CVM na transação, e que não caberia ao TCU “substituir ou limitar” o papel dos órgãos reguladores. Foi nesse contexto que a PGJ-DF fez o pedido de cautelar.

Inspeção Sugerida e Venda Suspensa

A unidade técnica do TCU chegou a sugerir, em 12 de setembro, uma inspeção no Banco Central para apurar os fatos. Contudo, nem a cautelar nem a inspeção foram adiante devido a uma nova representação, de escopo mais amplo, que questionava a precipitação do BC na liquidação extrajudicial do Master. Neste segundo caso, Jhonatan determinou a inspeção, e não descarta uma liminar para impedir a venda de ativos do Master até o esclarecimento completo do caso.

Documentação Volumosa e Recurso Pendente

Apesar do processo ter sido arquivado, o Banco Master anexou cerca de 3.000 páginas de documentos em dezembro e solicitou acesso aos autos sigilosos, pedido negado pelo relator. O BRB foi admitido na causa em janeiro, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reuniu-se com o ministro Jorge Oliveira, vice-presidente do TCU, para discutir o caso, que agora aguarda a decisão sobre um recurso do Ministério Público junto ao tribunal para manter o processo aberto.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *