Quanto Tempo Leva Para Esquecer Um Ex? Ciência Aponta Média De Quase 8 Anos Para Dissolução Completa Do Vínculo

Quanto tempo leva para esquecer um ex? Ciência aponta média de quase 8 anos para dissolução completa do vínculo

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Fim de Relacionamento: A Longa Jornada Para Superar

A ideia de que superar um ex leva metade do tempo do relacionamento, popularizada na ficção, é desmistificada pela ciência. Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Illinois, nos EUA, buscou quantificar o tempo necessário para que o fim de um relacionamento amoroso seja verdadeiramente superado. A pesquisa, que avaliou 320 adultos com relacionamentos prévios de pelo menos dois anos, revelou que o processo é mais complexo e demorado do que muitas teorias populares sugerem.

A Média Científica: 4,18 Anos Para Tornar o Ex um ‘Desconhecido’

A análise dos dados coletados indicou que, em média, leva cerca de 4,18 anos para que um ex-parceiro se torne, na percepção do indivíduo, apenas alguém que ele conhecia. No entanto, a dissolução completa do vínculo emocional, segundo os pesquisadores Jia Y. Chong e R. Chris Fraley, pode se estender por aproximadamente 8 anos. É crucial notar que esses números representam médias, e a variação individual é significativa, com alguns participantes relatando que os sentimentos nunca desapareceram completamente.

Neurociência Explica a Persistência do Vínculo

Do ponto de vista neurocientífico, o neurologista Alejandro Andersson explica que o cérebro humano cria mapas preditivos onde ex-parceiros desempenham um papel na regulação do estresse, ativação do desejo e até mesmo na formação da identidade. Essas memórias e sentimentos estão distribuídos por diversas redes cerebrais, como o hipocampo e a amígdala, tornando a tarefa de erradicá-los uma empreitada complexa. O cérebro, ao aprender que uma pessoa específica reduz ameaças ou aumenta recompensas, leva tempo para se recalibrar após o término, especialmente se houver incerteza sobre um possível retorno, o que difere da irreversibilidade da perda por falecimento.

Fatores que Influenciam a Dificuldade de Superar

A psicóloga Micaela Zappino reforça que a superação não é um processo linear. Diversos fatores podem prolongar o vínculo emocional, incluindo o estilo de apego do indivíduo (seguro, ansioso ou evitativo), a dependência emocional, a abrupticidade do término, a idealização do relacionamento ou do ex-parceiro, histórico de abandonos, a qualidade da rede de apoio social e a existência de planos de vida em comum, como filhos ou moradia compartilhada. O contato contínuo pelas redes sociais, em particular, é apontado como um obstáculo, pois alimenta fantasias de reconciliação e comparações constantes.

Quando Buscar Ajuda Profissional

Apesar da resiliência humana, há momentos em que o sofrimento pós-término exige intervenção. Zappino e Andersson recomendam a busca por ajuda profissional quando o luto se torna crônico e intenso, interfere significativamente na vida diária, surgem sintomas depressivos ou de ansiedade persistentes, ou a pessoa sente que sua vida parou. Terapias como a de Aceitação e Compromisso (ACT), EMDR e Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) são indicadas para auxiliar na reescrita da identidade e na superação de sentimentos de estagnação.

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