Reino Unido exige destinação de fundos da venda do Chelsea à Ucrânia
O governo do Reino Unido anunciou que está concedendo a Roman Abramovich uma última chance para que os 2,5 bilhões de libras (aproximadamente R$ 18,275 bilhões) provenientes da venda do Chelsea Football Club sejam direcionados à Ucrânia. Caso o bilionário russo não cumpra a exigência, o governo britânico declarou estar preparado para levá-lo à justiça.
Venda do Chelsea e congelamento de recursos
Roman Abramovich foi sancionado pelo Reino Unido em 2022, como parte de uma ofensiva contra oligarcas russos após a invasão da Ucrânia. Essa medida resultou na venda apressada do clube da Premier League e no congelamento de seus recursos. A transação foi concluída em 2023, com um grupo de investimento liderado por Todd Boehly e pela Clearlake Capital.
Disputa sobre o destino dos fundos
O governo britânico insiste que os fundos da venda sejam gastos exclusivamente na Ucrânia, alinhado a um esforço europeu mais amplo para que a Rússia arque com os custos da destruição e das mortes causadas pela invasão. Abramovich, por sua vez, busca maior flexibilidade e defende que o dinheiro seja destinado a todas as vítimas do conflito.
Ameaça de processo judicial
Em comunicado oficial, o governo do Reino Unido afirmou que está “totalmente preparado para levá-lo aos tribunais, se necessário, para fazer cumprir o acordo firmado com ele em 2022”, caso os recursos não sejam liberados rapidamente. A ministra das Finanças, Rachel Reeves, classificou a situação como “inaceitável”, destacando que os fundos “devido ao povo ucraniano permanecem congelados em uma conta bancária no Reino Unido”. O primeiro-ministro Keir Starmer confirmou que o Reino Unido emitirá uma licença para liberar os recursos.

