Pedido Diplomático Russo
A Rússia apresentou um pedido formal ao Departamento de Estado dos EUA, na véspera do Ano Novo, solicitando o fim da perseguição a um petroleiro que se dirigia à Venezuela. O navio, conhecido como Bella 1 e que iniciou sua viagem no Irã, está sendo rastreado pelas forças americanas há quase duas semanas. O pedido russo foi enviado também ao Conselho de Segurança Interna da Casa Branca.
A Disputa pelo Petroleiro
As autoridades americanas tentaram abordar o Bella 1 no Mar do Caribe, alegando que o navio não possuía uma bandeira nacional válida, caracterizando-o como apátrida e sujeito a abordagem sob o direito internacional, além de possuírem um mandado de apreensão. No entanto, a tripulação do navio desobedeceu e navegou de volta para o Atlântico. Posteriormente, o petroleiro buscou proteção russa, pintando uma bandeira da Rússia em seu casco e comunicando que navegava sob autoridade russa. O navio foi registrado oficialmente na Rússia com o novo nome de Marinera e porto de origem em Sochi.
Contexto Político e Tensões Crescentes
A intervenção russa ocorre em um momento delicado, com o presidente Donald Trump buscando negociar um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia. A perseguição ao petroleiro pode complicar essas negociações e aumentar as tensões entre as duas nações em relação à Venezuela. Os EUA implementaram em dezembro um bloqueio a petroleiros que transportam petróleo da Venezuela, visando pressionar o governo de Nicolás Maduro. O país sul-americano tem dependido das exportações de petróleo para manter sua economia ativa, e o governo venezuelano tem considerado medidas para escoltar os navios, elevando o risco de confrontos armados em alto mar.
Posição dos EUA e Implicações Legais
A Casa Branca recusou-se a comentar oficialmente, mas um funcionário americano anônimo afirmou que o governo Trump continua considerando o petroleiro como “apátrida”, pois navegava sob bandeira falsa no momento da abordagem inicial. A Rússia, por sua vez, reafirmou recentemente seu “total apoio e solidariedade” ao governo venezuelano. Especialistas questionam a validade legal do registro de bandeira fornecido pela Rússia ao navio em meio a essa disputa.

