Governador de SP dispara contra Lula após captura de Maduro
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um vídeo divulgado nas redes sociais após a captura de Nicolás Maduro, atribuindo a permanência do ditador venezuelano no poder à “conivência, omissão e até apoio explícito de quem insistiu em chamar um ditador de companheiro”. Embora não tenha citado nominalmente o petista, o vídeo exibiu imagens de Lula ao lado de Maduro em 2023, durante a visita do então ditador ao Brasil.
Visão de Tarcísio sobre a crise venezuelana
Tarcísio de Freitas descreveu a situação na Venezuela como um cenário onde “milhões de venezuelanos também foram capturados, perderam seus negócios, foram obrigados a deixar o próprio país e viram a esperança ir embora”. Ele ressaltou que “uma ditadura não cai da noite para o dia” e que “quem paga o preço mais alto é sempre a população”. O governador de São Paulo se referiu a Maduro como “cruel e corrupto” e expressou otimismo com a ação, vendo-a como uma “janela” para um “novo tempo” com “eleições livres, justas, paz, prosperidade” para o povo venezuelano.
Outras reações de governadores da oposição
Tarcísio foi um dos últimos opositores de Lula a comentar o evento. Outros governadores brasileiros também manifestaram apoio à ação, como Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, que parabenizou Donald Trump pela “brilhante decisão de libertar o povo da Venezuela”. Ronaldo Caiado (União), governador de Goiás, celebrou as ações militares, chamando-as de “dia da libertação do povo venezuelano, oprimido há mais de 20 anos pela narcoditadura chavista”. Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, desejou que a queda de Maduro abra caminho para a paz, estabilidade e desenvolvimento no país.
Contexto da captura de Maduro
A declaração de Tarcísio de Freitas ocorre em um momento de forte polarização política no Brasil, com o governador se posicionando firmemente contra as políticas do governo Lula em relação à Venezuela. A captura de Maduro, liderada pelo governo de Donald Trump, é vista por Tarcísio e outros opositores como um passo crucial para a democratização do país vizinho e um contraponto às políticas adotadas pela atual administração brasileira.

