Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), confirmou nesta quinta-feira (15) o seu total apoio a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a corrida presidencial deste ano. “Já falei que ele é o meu candidato, vai ter o nosso apoio”, declarou Tarcísio a jornalistas, após compromissos oficiais. Ele destacou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é “um grande nome” e reforçou que a direita estará unida em torno de um candidato.
Contexto de especulações e desmentidos
A declaração surge poucos dias após Tarcísio curtir um comentário de sua esposa, Cristiane Freitas, que sugeria a necessidade de um “novo CEO” para o Brasil, em uma publicação que criticava o PT. A atitude gerou especulações sobre uma possível candidatura presidencial do próprio governador, hipótese que ele negou enfaticamente. “O que a gente está dizendo ali é o seguinte: a gente precisa na verdade de um gestor que pense o Brasil, que tenha liderança para enfrentar os grandes desafios, para resolver os problemas, os problemas que são sérios”, explicou o governador.
Crítica ao PT e união da direita
Tarcísio esclareceu que a menção a um “novo gestor” e a referência a um “CEO” foram feitas em um contexto empresarial e como uma crítica à gestão do PT. “Não dá mais para o PT porque o PT está ultrapassado, já não está mais oferecendo as respostas para o Brasil, a gente precisa trocar o rumo porque senão a gente vai perder as oportunidades”, argumentou. Ele reiterou que a intenção não é alimentar uma disputa presidencial pessoal, mas sim sinalizar a necessidade de uma mudança de rumo e a união da direita em torno de um nome, que para ele é Flávio Bolsonaro.
Pesquisas de intenção de voto
O posicionamento de Tarcísio ocorre em paralelo à divulgação de um levantamento da Meio-Ideia. A pesquisa indica que Tarcísio seria o candidato da direita mais competitivo em um eventual segundo turno contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 42,1% das intenções de voto contra 44,4% de Lula. Em comparação, Flávio Bolsonaro aparece com 36% contra 46,2% de Lula, e Michelle Bolsonaro com 39% contra 46% do presidente.

