O segredo do sucesso de Wagner Moura em Hollywood
Em uma conversa franca durante a tradicional mesa-redonda de atores promovida pelo The Hollywood Reporter, Wagner Moura compartilhou o que ele acredita ser seu maior trunfo no cenário de Hollywood: a autenticidade brasileira. Ao lado de nomes como Jacob Elordi, Mark Hamill e Dwayne Johnson, o ator brasileiro discutiu sua carreira e a percepção sobre o trabalho de atores não-americanos na indústria.
De ‘Narcos’ a ‘O Agente Secreto’: a jornada de Wagner Moura
Questionado sobre o sucesso estrondoso de “Narcos” (2015-2017) e se o reconhecimento internacional dependeu da aceitação do público americano por produções legendadas, Wagner Moura relembrou os debates da época. “Isso foi uma grande discussão naquela época, do tipo: ‘Isso talvez faça sucesso em algum lugar, mas não nos Estados Unidos, porque eles vão precisar de legendas'”, comentou. Ele reconheceu que a série da Netflix o projetou globalmente, mas ressaltou que nunca teve a intenção de se afastar de suas raízes.
A recusa em ‘perder o sotaque’
Moura destacou que sua decisão de participar de projetos internacionais, como “Guerra Civil” (2024), sempre foi acompanhada pelo desejo de retornar ao Brasil e atuar em sua língua materna, como fez em “O Agente Secreto”. “Eu nunca quis vir para cá e ‘tentar a sorte em Hollywood’. Eu sempre me senti muito brasileiro”, afirmou. Para ele, o que o diferencia é justamente o fato de não ser de lá, trazendo consigo sua cultura e perspectiva únicas.
Autenticidade como bandeira
O ator expressou sua discordância com a ideia de atores tentarem apagar suas origens ou sotaques para se encaixar em Hollywood. “Eu nunca entendi atores que tentavam perder o sotaque”, declarou. “Eu nunca serei como, digamos, o Jeremy [Allen White] — sou um ator brasileiro e represento um monte de gente que vive aqui neste país e fala com sotaque.” Moura relatou que, ao ser questionado se conseguiria interpretar personagens com um sotaque americano padrão, sua resposta era sempre negativa, não apenas por uma questão de habilidade, mas por considerar a exigência equivocada.

