Boicote Ao Petróleo Americano Mergulha Cuba Em Colapso Total: Luz, Transporte E Turismo Paralisados

Boicote ao petróleo americano mergulha Cuba em colapso total: luz, transporte e turismo paralisados

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Fim do petróleo venezuelano intensifica crise

O regime cubano, historicamente atribuindo seus problemas à política americana, agora enfrenta as consequências de um boicote real ao petróleo, decorrente da intervenção dos Estados Unidos na Venezuela. A já precária situação do país se tornou insustentável com a interrupção do fornecimento de combustível venezuelano, que também era revendido para gerar moeda forte. A falta de energia elétrica restringe o abastecimento a apenas uma hora diária em muitas localidades, paralisando o transporte público e privado.

Turismo e cultura em xeque

A escassez de combustível para reabastecer aeronaves interrompeu o fluxo turístico, uma fonte vital de moeda estrangeira para Cuba. O Kremlin chegou a desaconselhar viagens de russos à ilha. Hotéis voltados para estrangeiros também sofrem com a falta de energia. Ironicamente, até o Teatro Karl Marx, conhecido por espetáculos de humor que satirizavam a realidade cubana, suspendeu suas atividades. A censura e a repressão política, ironicamente, parecem ser os únicos serviços que ainda funcionam eficientemente.

Serviços públicos desaparecem e demissões em massa

Em contraste com a propaganda oficial, os serviços públicos em Cuba praticamente desapareceram. A falta de energia elétrica impede até mesmo que funcionários públicos simulem trabalho, um clássico do socialismo, segundo o texto. A perspectiva de demissões em massa e a ausência de salários agravam a crise humanitária. Analistas alertam que o colapso de Cuba pode ocorrer antes mesmo do observado em outras nações sob pressão internacional.

Pressão e incerteza diplomática

A Rússia, através de Vladimir Putin, cogita enviar petroleiros a Cuba, o que reacenderia um confronto com os Estados Unidos, remetendo à crise dos mísseis de 1962. No entanto, é improvável que Putin arrisque um novo conflito. A China expressou apoio a Cuba, mas sua disposição em desafiar os EUA é questionável. O México, com um governo de esquerda, encontra-se em posição delicada, buscando equilibrar laços com Cuba sem provocar Washington. Donald Trump, por sua vez, não parece interessado em uma crise terminal que possa gerar um êxodo cubano em massa ou uma narrativa de vitimização contra os EUA.

Um acordo possível?

A natureza do regime cubano, de partido único e princípios socialistas, torna concessões difíceis sem o risco de um colapso total. O presidente Miguel Díaz-Canel, visto como um linha-dura, carece do perfil para liderar uma abertura. Há especulações sobre um possível modelo de intervenção similar ao aplicado na Venezuela, onde figuras do regime colaboram com os americanos. A questão que permanece é se os cubanos conseguirão suportar a atual crise até que uma solução seja encontrada.

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