Estratégia de Campanha Considera Precedentes Jurídicos
A campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está em discussão sobre a utilização de imagens da homenagem feita pela Escola de Samba Acadêmicos de Niterói durante o desfile na Sapucaí. Segundo apuração da CNN, há uma forte preocupação jurídica em torno do uso dessas imagens na propaganda eleitoral, um receio que já havia levado a primeira-dama Janja da Silva a desistir de desfilar no evento.
Precedente de 2022 Assombra a Campanha
O principal receio da equipe de campanha é a criação de um precedente que possa ser usado contra o presidente. Existe o temor de alimentar debates sobre um possível tratamento diferenciado pela Justiça Eleitoral em comparação com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em 2022, Bolsonaro foi impedido de utilizar imagens de sua participação em comemorações do 7 de setembro. Posteriormente, ele foi acusado de abuso de poder econômico pelo mesmo evento, o que contribuiu para sua inelegibilidade.
Cautela Máxima para Evitar Questionamentos
Diante deste cenário, aliados de Lula defendem uma cautela máxima. A ideia é evitar que tanto as imagens do presidente apreciando o desfile quanto as imagens do próprio desfile da Acadêmicos de Niterói sejam usadas na campanha. O objetivo é prevenir a abertura de questionamentos jurídicos que possam, de alguma forma, comprometer a disputa eleitoral do presidente.
Tomada de Decisão em Andamento
A decisão final sobre o uso ou não das imagens ainda está em fase de discussão interna na campanha. A análise leva em conta os riscos legais e a necessidade de manter uma postura que não gere controvérsias desnecessárias no período eleitoral, especialmente considerando o histórico recente de decisões judiciais envolvendo o uso de eventos públicos em campanhas políticas.

