A tendência de fantasiar pets no carnaval tem ganhado força nas redes sociais, com tutores buscando registrar momentos divertidos com seus animais em trajes criativos. No entanto, especialistas em saúde animal ressaltam a importância de priorizar o bem-estar dos pets, alertando para os potenciais riscos associados ao uso de fantasias, especialmente em um período marcado por altas temperaturas.
O que dizem os veterinários?
A médica-veterinária Bruna Corrêa, da Plamev, explica que fantasiar um animal não é proibido, mas requer avaliação individual. “O uso de fantasias não é contraindicado, desde que não cause desconforto físico ou emocional”, afirma. É fundamental que a roupa não restrinja movimentos, não aperte o tórax ou abdômen, não dificulte a respiração, visão ou audição, e que não cause superaquecimento.
Sinais de alerta no comportamento do pet
Alterações no comportamento do animal são indicadores cruciais de que a fantasia pode estar causando desconforto. “Animais que demonstram estresse, tentam retirar a fantasia, ficam apáticos, tremem, ficam agitados, lambem ou coçam excessivamente, tentam se esconder, salivam muito, respiram rápido ou recusam comida não devem ser fantasiados”, alerta a veterinária Andressa Alves. Se algum desses sinais surgir, a fantasia deve ser retirada imediatamente.
Prioridade: conforto e segurança
Andressa Alves reforça que o conforto e a segurança do animal devem sempre vir antes da estética. “Antes de colocar qualquer acessório ou roupa, é preciso pensar no bem-estar dele”, destaca. Em relação ao calor, ela aconselha a escolha de tecidos leves e macios, evitando peças pequenas que possam ser engolidas. “Eles podem superaquecer rapidamente, principalmente em dias quentes”, completa.
Tempo de uso e supervisão são essenciais
Caso o tutor opte por fantasiar o pet, o tempo de uso da roupa deve ser limitado e sempre com supervisão. Se os sinais de estresse persistirem mesmo após a retirada da fantasia, é recomendável buscar orientação médica veterinária.

