Celular recuperado em esgoto revela ataque a corretora
O celular da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, brutalmente assassinada pelo síndico do condomínio onde morava, foi encontrado na tubulação de esgoto do próprio prédio. A descoberta, confirmada pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) nesta quinta-feira (19), é uma peça crucial nas investigações. Um vídeo recuperado do aparelho mostra os momentos finais da vítima, capturando o ataque que culminou em sua morte.
Crime premeditado: síndico e filho armaram emboscada
Segundo as apurações policiais, o síndico Cléber Rosa de Oliveira e seu filho arquitetaram uma emboscada para Daiane. A investigação aponta que eles cortaram o fornecimento de energia do apartamento da corretora, forçando-a a descer ao subsolo para verificar o problema. No local, Daiane foi abordada enquanto filmava os medidores de energia, sendo surpreendida pelo ataque.
Dinâmica do crime e ocultação de provas
A polícia estima que o crime tenha ocorrido em um intervalo de aproximadamente oito minutos. Daiane desaparece das imagens às 19h, e oito minutos depois, câmeras registram apenas a passagem de outro morador. A análise forense indica que a vítima foi morta no condomínio e retirada do local já sem vida. O síndico chegou a indicar aos policiais onde o corpo de Daiane foi abandonado, um gesto que a polícia considera como uma admissão de envolvimento, apesar de ele ter se recusado a dar detalhes formais sobre a dinâmica do crime. O filho do síndico está sendo investigado por auxiliar na obstrução de provas, como a substituição de celulares, o que pode levar a acusações de ocultação de cadáver e obstrução da justiça, além dos crimes imputados ao pai.
Motivação: perseguição e processos judiciais
A conclusão da Polícia Civil é que o síndico possuía “meios, modos e motivos” para cometer o crime. Um histórico de perseguição contra Daiane e os 12 processos judiciais que a corretora movia contra ele embasam essa linha de investigação. Cléber Rosa de Oliveira responderá por homicídio e ocultação de cadáver. A prisão temporária do síndico e de seu filho foi decretada no âmbito do inquérito que apura a morte da corretora.

