Chiquinho Brazão: R$ 4,5 Milhões Dos Cofres Públicos Desde A Morte De Marielle Franco

Chiquinho Brazão: R$ 4,5 Milhões dos Cofres Públicos Desde a Morte de Marielle Franco

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Valores Recebidos em Diferentes Cargos

Desde o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018, até a cassação de seu mandato em abril do ano passado, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão recebeu aproximadamente R$ 4,5 milhões dos cofres públicos. Essa estimativa, elaborada pelo jornal O Globo com base em dados de transparência, considera os valores brutos recebidos enquanto Brazão ocupou os cargos de vereador do Rio de Janeiro e deputado federal, além de verbas parlamentares.

Período como Vereador e Deputado Federal

À época da morte de Marielle, Chiquinho Brazão atuava como vereador. Ele permaneceu no cargo até fevereiro de 2019, quando renunciou para assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados. Durante seu período como vereador, ele acumulou R$ 182.861,79, incluindo o 13º salário e parte dos vencimentos de março. Já como deputado federal, de fevereiro de 2019 a abril de 2025, Brazão recebeu R$ 2.362.483 em subsídios mensais, mesmo tendo se licenciado temporariamente para assumir a Secretaria Especial de Ação Comunitária da prefeitura do Rio, optando por manter o recebimento como parlamentar.

Uso de Verba Parlamentar

Na Câmara dos Deputados, Chiquinho Brazão utilizou mais de R$ 2 milhões em verba parlamentar. Esses recursos são destinados a despesas como divulgação do mandato, passagens aéreas, combustível e contas de telefone dos gabinetes. É importante notar que este valor não inclui os salários dos até 25 assessores que cada deputado pode nomear livremente.

Condenação e Pena

Em um julgamento histórico, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Chiquinho Brazão e seu irmão Domingos Brazão a 76 anos e três meses de prisão pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, além de organização criminosa. O delegado Rivaldo Barbosa foi absolvido da participação no homicídio, mas sentenciado por obstrução à justiça e corrupção passiva, totalizando 18 anos de pena. O major da PM Ronald Paulo Alves foi condenado a 56 anos pelo duplo homicídio e tentativa de homicídio contra a assessora Fernanda Chaves. O ex-PM Robson Calixto Fonseca, o Peixe, recebeu nove anos por organização criminosa. Os cinco réus deverão pagar R$ 7 milhões em indenização às famílias das vítimas.

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