Conselho Da Paz De Trump Realiza Primeira Reunião Focada Na Reconstrução De Gaza E Criação De Força Internacional

Conselho da Paz de Trump Realiza Primeira Reunião Focada na Reconstrução de Gaza e Criação de Força Internacional

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Trump Lança Conselho da Paz com Foco em Gaza

O presidente Donald Trump presidiu nesta quinta-feira a primeira reunião de seu Conselho da Paz, sediada no Instituto de Paz dos Estados Unidos. A iniciativa, que conta com a participação de representantes de mais de 40 nações, tem como objetivo principal a reconstrução da Faixa de Gaza e o estabelecimento de uma força internacional de estabilização para a região. Trump descreveu o conselho como “uma das coisas mais importantes e consequentes” com as quais estará envolvido, destacando o seu histórico de facilitação de acordos de paz e endossando líderes como Javier Milei, da Argentina, e Viktor Orbán, da Hungria, que estavam presentes.

Compromissos Financeiros e Militares para Gaza

Segundo autoridades americanas, a reunião abordou detalhes sobre assistência humanitária, a criação de uma Comissão Nacional para a Administração de Gaza e a Força Internacional de Estabilização. Membros do conselho devem anunciar compromissos para o envio de milhares de soldados e policiais para atuar na força internacional. Antes do encontro, Trump informou que os participantes já prometeram US$ 5 bilhões para a reconstrução de Gaza, embora o montante estimado para a total reconstrução do território chegue a US$ 70 bilhões. Um plano detalhado de reconstrução multibilionário e a estrutura de uma força de estabilização autorizada pela ONU também foram apresentados.

Diversidade de Participantes e Ausências Notáveis

O Conselho da Paz congrega países como Armênia, Egito, Hungria, Paquistão, Turquia e Emirados Árabes Unidos. Líderes de alto escalão de algumas nações estiveram presentes, enquanto outras foram representadas por seus delegados. A participação inclui a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, e o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz. No entanto, aliados tradicionais como Reino Unido, França e Noruega não aderiram. O Papa Leão XIV também recusou o convite, com o Vaticano indicando a ONU como principal órgão para gerir crises. A Rússia foi convidada, mas ainda avalia sua participação a longo prazo, e a União Europeia enviou uma comissária como representante, mas o bloco não integra o conselho.

Críticas e Preocupações com a Iniciativa

A iniciativa do Conselho da Paz tem recebido críticas de especialistas e líderes religiosos. O cardeal Pierbattista Pizzaballa, do Patriarcado Latino de Jerusalém, classificou a ação como uma “operação colonialista”, onde outros decidem pelos palestinos. Mahmoud al-Habbash, assessor do presidente palestino Mahmoud Abbas, rejeitou o arranjo, considerando-o “temporário” e o “mal menor”. Algumas nações expressaram preocupação com a carta constitutiva do órgão, que não menciona Gaza diretamente, e com o potencial enfraquecimento do papel da ONU. Trump, por sua vez, declarou que “quase todo mundo aceitou” e que os que não o fizeram “vão aceitar”, classificando o conselho como “o mais prestigioso já formado”.

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