Conselho De Farmácia Repreende Energético ‘tadala’ Da Baly Por Associações Com Medicamentos Para Disfunção Erétil

Conselho de Farmácia Repreende Energético ‘Tadala’ da Baly por Associações com Medicamentos para Disfunção Erétil

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Polêmica no Carnaval: EnergéticoTadala’ Gera Críticas do Conselho Federal de Farmácia

O lançamento do energético “Tadala”, da Baly Energy Drink, uma edição especial para o carnaval, gerou fortes críticas do Conselho Federal de Farmácia (CFF). Apesar de não conter o medicamento tadalafila, utilizado no tratamento da disfunção erétil, a bebida utiliza o nome e referências a ele, além de alusões ao “azulzinho” (Viagra), o que levanta preocupações sanitárias e de saúde pública.

Associações Inadequadas e Riscos à Saúde Pública

O CFF considera que o uso de trocadilhos e referências a um fármaco de prescrição em um produto de consumo recreativo contribui para a banalização do uso de medicamentos e pode estimular a automedicação. A entidade destaca que a tadalafila, embora comum, é um medicamento que atua no sistema cardiovascular e requer avaliação clínica prévia devido aos seus potenciais efeitos colaterais.

Efeitos Colaterais e Amplificação de Riscos

A automedicação com tadalafila, sem indicação e acompanhamento profissional, pode acarretar riscos significativos, como queda de pressão arterial, dores de cabeça intensas, alterações visuais, taquicardia, priapismo e até eventos cardiovasculares graves. O CFF ressalta que esses riscos são ampliados em contextos como o carnaval, onde o consumo de álcool, a exposição ao calor e a menor atenção aos sinais do corpo já aumentam a vulnerabilidade.

Medicamento Não é Brincadeira, Nem no Carnaval

A campanha do energético “Tadala” é vista pelo CFF como particularmente preocupante nesse período festivo. O Conselho enfatiza que “medicamento não é produto de entretenimento, não é acessório de festa e não deve ser tratado como brincadeira”. A entidade defende a necessidade de reflexão e responsabilidade por parte das autoridades sanitárias e da sociedade diante de campanhas publicitárias que associam fármacos a contextos de consumo recreativo.

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