Investigação em Andamento
O ministro Mauro Campbell, corregedor nacional de Justiça, iniciou uma apuração sobre a transferência de R$ 2,8 bilhões em depósitos judiciais do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) para o Banco de Brasília (BRB). A medida atende a um pedido do advogado Alex Ferreira Borralho e visa entender as circunstâncias da transação, especialmente em face das investigações da Polícia Federal (PF) que apontam supostas fraudes envolvendo a tentativa de aquisição das operações do Banco Master pelo BRB.
Detalhamento da Operação
O corregedor nacional deverá solicitar ao TJ-MA um relatório detalhado sobre a operação financeira. O objetivo principal é compreender as razões que levaram à transferência dos recursos, que antes estavam depositados no Banco do Brasil. A investigação busca esclarecer quem propôs a transação, os responsáveis pela sua condução e quais garantias foram estabelecidas.
Reações e Justificativas do TJ-MA
A decisão de transferir os depósitos foi confirmada pelo presidente do TJ-MA, desembargador José Ribamar Froz Sobrinho, em reunião com magistrados. A medida gerou desconforto entre alguns colegas, mas Froz Sobrinho a defendeu como preventiva, afirmando que um processo administrativo foi instaurado para monitorar a capacidade do BRB. Ele assumiu a responsabilidade pela operação, citando um aumento significativo nos rendimentos mensais, que passaram de R$ 3 milhões para R$ 15 milhões, e destacou que o BRB já mantém contrato com o Tribunal desde agosto de 2025 para a administração de depósitos judiciais.
Contexto das Investigações
A apuração da Corregedoria Nacional, ligada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ganha relevância diante das investigações da PF sobre o BRB e a tentativa de compra das operações do Banco Master, que supostamente envolveria carteiras de crédito fraudulentas. A investigação busca garantir a lisura e a segurança dos fundos públicos depositados judicialmente.

