Cpmi Do Master: Entenda Por Que Parlamentares Próximos A Bolsonaro Não Assinaram Requerimento De Abertura

CPMI do Master: Entenda Por Que Parlamentares Próximos a Bolsonaro Não Assinaram Requerimento de Abertura

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Ausência de Assinaturas Chama Atenção

A ausência de dois parlamentares alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro no requerimento para a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do Master, que investigará supostas fraudes envolvendo a instituição financeira, gerou questionamentos na oposição do Congresso. Os deputados em questão são Altineu Côrtes e o senador Bruno Bonetti, ambos do Rio de Janeiro e considerados do círculo próximo ao ex-presidente.

Estratégias Políticas e Vaga no TCU

A justificativa para a ausência de Altineu Côrtes no requerimento estaria ligada a uma estratégia política visando uma futura vaga no Tribunal de Contas da União (TCU). Parlamentares próximos a ele relatam que o deputado pode precisar de apoio para ser indicado ao TCU ainda neste ano. Ao não se comprometer com o requerimento da CPMI, que pode gerar investigações sobre aliados políticos e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Altineu busca não criar empecilhos para sua potencial candidatura ao TCU.

Acordo de Mandato e Alinhamento com Romário

No caso do senador Bruno Bonetti, que atua como suplente de Romário, a ausência da assinatura se deve a um acordo para manter sua posição no mandato. Como Romário não integra o grupo que confronta ministros do STF, Bonetti tem se alinhado a pautas importantes para o titular, a fim de evitar ser retirado do cargo. Esse alinhamento se reflete em sua postura em votações importantes, como a derrubada de vetos presidenciais, onde Bonetti é considerado um voto certo a favor dos interesses bolsonaristas.

Amplo Apoio e Resistência nos Bastidores

O requerimento para a CPMI do Master, elaborado pelo deputado Carlos Jordy, obteve um apoio expressivo, com 238 assinaturas de deputados e 42 de senadores, superando significativamente o mínimo necessário. No entanto, nos bastidores, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, tem demonstrado cautela quanto ao andamento da iniciativa. Fontes próximas a Alcolumbre indicam um alinhamento com o presidente da Câmara, Arthur Lira, que tem resistido à criação de colegiados que possam ser utilizados para ataques a membros do STF.

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