Depoimento tenso na CPI do INSS
A sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi marcada por um momento de tensão na noite desta segunda-feira. A depoente Ingrid Pikinskeni Morais Santos deixou o local visivelmente abalada, chorando, após ser questionada sobre a evolução patrimonial de seu marido, Cícero Marcelino de Souza Santos. Ingrid é investigada por sua suposta sociedade em empresas ligadas à Conafer, entidade sob apuração por descontos indevidos em benefícios previdenciários.
Dúvidas sobre o sucesso empresarial do marido
O relator da CPI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), dirigiu uma série de perguntas a Ingrid Pikinskeni, indagando se ela jamais desconfiou do rápido enriquecimento de Cícero Marcelino. A depoente afirmou que não, alegando acreditar que o marido fosse um “empresário bem-sucedido”. Questionada sobre a área de atuação desse sucesso, Ingrid respondeu que ele prestava “consultoria, parte administrativa” e que era “sempre vendedor”, sem formação específica. Ao ser indagada sobre o tipo de consultoria, a resposta “Da vida” gerou reações na sala.
Presidente da CPI intervém e depoente se silencia
Diante de risos e manifestações de alguns parlamentares, o presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), pediu respeito às respostas da depoente. No entanto, as perguntas sobre o patrimônio do casal e as consultorias de Cícero Marcelino continuaram. A partir desse ponto, Ingrid Pikinskeni passou a se manter em silêncio. Sua voz começou a embargar, culminando em sua saída da sala em prantos.
Sessão suspensa e depoente recebe atendimento médico
A sessão foi suspensa por 15 minutos após a saída de Ingrid Pikinskeni. Segundo informações do colegiado, a depoente apresentou uma crise de ansiedade e foi atendida pela equipe médica do Senado. Após receber medicação, sua participação na oitiva foi oficialmente encerrada, sem que ela retornasse à sala.

