Desemprego Atinge Mínima Histórica em 2025
O Brasil encerrou o ano de 2025 com a menor taxa anual de desemprego já registrada desde o início da série histórica em 2012. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (20), a taxa anual caiu para 5,6%, uma redução significativa em relação aos 6,6% de 2024. No último trimestre de 2025, o desemprego ficou em 5,1%, representando uma queda de 1,1 ponto percentual em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Impacto nas Expectativas de Juros
A taxa de desemprego, que serve como um importante balizador para as decisões de política monetária, indica um mercado de trabalho resiliente. Essa conjuntura, aliada à desaceleração da atividade econômica – que recuou 0,2% em dezembro de 2025 –, reforça a expectativa de corte de juros pelo Banco Central. Uma alta simultânea no desemprego teria pressionado por cortes mais agressivos. Contudo, o cenário atual sugere que os cortes de juros continuarão, com a expectativa de 0,5 ponto percentual em março mantida, mas a taxa Selic deve encerrar 2026 ainda em patamar contracionista, ao redor de 12% ao ano, para conter possíveis repiques inflacionários.
Desigualdades Regionais no Mercado de Trabalho
Apesar da melhora geral, os dados regionais revelam profundas desigualdades. Em 2025, os estados com as maiores taxas anuais de desocupação foram Piauí (9,3%), seguidos por Bahia e Pernambuco (ambos com 8,7%), e Amazonas (8,4%). Em contrapartida, Mato Grosso apresentou a menor taxa (2,2%), seguido por Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%).
Subutilização, Informalidade e Renda
A taxa anual de subutilização da força de trabalho no Brasil ficou em 14,5%. Novamente, o Piauí liderou as maiores taxas (31,0%), com Bahia e Alagoas em seguida (26,8% cada). As menores taxas foram observadas em Santa Catarina (4,6%), Mato Grosso (6,8%) e Espírito Santo (7,4%). No quesito informalidade, a taxa anual atingiu 38,1% da população ocupada, com Maranhão (58,7%), Pará (58,5%) e Bahia (52,8%) apresentando os maiores índices. Santa Catarina (26,3%), Distrito Federal (27,3%) e São Paulo (29,0%) registraram as menores taxas. Quanto ao rendimento real habitual, o valor anual foi de R$ 3.560, com destaque para o Distrito Federal (R$ 6.320), São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177). Os menores rendimentos foram registrados no Maranhão (R$ 2.228), Bahia (R$ 2.284) e Ceará (R$ 2.394).

