Um Papel Inesperado para a Polícia do Vale do Tâmisa
Em uma reviravolta incomum, a Polícia do Vale do Tâmisa, tradicionalmente encarregada da proteção da família real britânica, assumiu um papel distinto ao deter o ex-príncipe Andrew. A corporação, conhecida por fornecer segurança para o Castelo de Windsor e eventos reais, agora investiga o duque de York por suspeita de “má conduta em exercício de cargo público”. A investigação apura as relações de Andrew com o condenado criminoso sexual Jeffrey Epstein.
Jurisdição e Dever de Investigar
A Polícia do Vale do Tâmisa, uma das maiores do Reino Unido com cerca de 5.000 agentes, abrange os condados de Buckinghamshire, Berkshire e Oxfordshire. Sua área de responsabilidade inclui locais de alta relevância, como o Castelo de Windsor e a residência oficial do primeiro-ministro, Chequers. Como qualquer força policial britânica, a corporação tem o dever de investigar crimes que supostamente ocorreram em sua jurisdição, o que inclui a residência de Andrew no Royal Lodge, onde a investigação está em andamento.
Investigações Amplas Relacionadas aos Arquivos Epstein
A detenção de Andrew faz parte de uma investigação mais ampla que envolve várias forças policiais britânicas e possíveis crimes relacionados aos arquivos de Jeffrey Epstein. A Polícia Metropolitana de Londres, por exemplo, está investigando um ex-ministro do governo e apura alegações de que um agente de proteção teria se omitido durante visitas à ilha privada de Epstein no Caribe. Outras forças policiais estão buscando testemunhas de alegações de abuso sexual infantil e analisando informações de aeroportos utilizados pelo jato particular de Epstein.
Buscas e Interrogatório Detalhado
Na quinta-feira, dia em que completou 66 anos, Andrew foi detido por cerca de 12 horas para prestar depoimento. A polícia realizou buscas no Royal Lodge, com a imprensa relatando a presença de viaturas não identificadas e indicando que a coleta de evidências pode levar dias. O ex-príncipe foi interrogado sobre um suposto compartilhamento de informações confidenciais com Epstein, enquanto atuou como enviado comercial britânico. Caso seja formalmente acusado e condenado, o crime de má conduta pode resultar em prisão perpétua.

