Críticas Unânimes, Exceto pelo New York Times
A recepção inicial do documentário sobre Melania Trump foi marcada por uma onda de críticas negativas na grande maioria da imprensa americana e internacional. Relatórios apontavam salas de cinema vazias e uma recepção morna, refletindo, segundo a análise, um ódio pré-existente à ex-primeira-dama, não apenas por ser esposa de Donald Trump, mas também por sua postura percebida como indiferente às críticas sobre sua aparência e sucesso.
Artigos questionavam se seria “o pior filme já feito”, em um esforço coletivo para descreditar a produção. No entanto, o New York Times trouxe uma perspectiva diferente, destacando o documentário como o melhor lançamento do gênero nos últimos catorze anos, com uma bilheteria de sete milhões de dólares em seu fim de semana de estreia, superando outros indicados ao Oscar.
Gestos Diplomáticos e Beleza em Xeque
A narrativa em torno de Melania Trump frequentemente distorce suas ações. Um exemplo citado é a interpretação de um vestido verde usado em um banquete como um sinal de “fidelidade” à bandeira islâmica da Arábia Saudita, uma análise considerada imbecil por alguns. Contrastando com a recepção positiva de gestos similares de outras figuras públicas, como a Princesa Kate, as escolhas de Melania foram subvertidas em mensagens de “subjugaçãp”.
Até mesmo sua beleza é questionada, com especulações sobre procedimentos estéticos. Contudo, a análise defende que sua beleza se mantém, desafiando a idade, e que o uso de recursos estéticos é uma escolha pessoal, não um sinal de fracasso.
Contexto Turbulento e o Caso Epstein
O lançamento do documentário ocorreu em um momento delicado para os Estados Unidos, marcado por protestos e pela divulgação de documentos relacionados ao caso Jeffrey Epstein. A associação do diretor do filme, Brett Ratner, com Epstein e as revelações sobre o bilionário criaram um pano de fundo problemático.
O caso Epstein lança sombras sobre Donald Trump, dada sua antiga amizade com o explorador de menores. Melania também foi arrastada para essa controvérsia, embora as acusações contra ela sejam consideradas absurdas por alguns analistas. A constante busca por conexões entre Epstein e a inteligência russa, com citações de Vladimir Putin e a oferta de jovens russas a figuras influentes, adiciona camadas de complexidade e especulação.
Fachada Inexpugnável e Resistência
Apesar das controvérsias e da pressão midiática, Melania Trump mantém uma “fachada inexpugnável”. Seu princípio de “não ligar a mínima” para os críticos, embora tenha levado a gafes como o casaco com a frase “Eu não ligo a mínima”, demonstra sua resiliência. Em seu segundo mandato, ela tem aparecido menos publicamente, optando por um vestuário mais discreto e ostentando menos.
O documentário, segundo as críticas, reforça essa imagem de controle emocional, com raras demonstrações de afeto, como ao acender uma vela em memória de sua mãe. Herdando traços de sua mãe, Amalija, Melania parece ter desenvolvido uma resistência a pressões externas, moldada por sua experiência como modelo e pela vida no exterior.
Apesar de uma agenda filantrópica enxuta e de críticas a suas iniciativas, como a decoração de Natal da Casa Branca, Melania parece imperturbável. A chuva de críticas ao documentário, rotulado como o “pior filme do mundo” e com seu financiamento questionado, não abala sua postura, mantendo um sorriso que sugere uma armadura inabalável.

